Onze municípios paraibanos foram representados, neste sábado (29), na Teia do Litoral 2025. O evento, que reuniu pontos de cultura das cidades como João Pessoa, Bayeux e Sapé, aconteceu na sede do ponto de cultura Olho do Tempo, em Gramame. A Teia do Litoral busca fortalecer e dar visibilidade às ações dos pontos de cultura das cidades envolvidas. Promovida pelo Fórum de Pontos de Cultura, a iniciativa conta com o apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A Prefeitura de João Pessoa, através da sua Fundação Cultural (Funjope), também é parceira.
O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, afirmou que a Teia do Litoral é um momento importante e fundamental para a integração, diálogo e fortalecimento dos pontos de cultura desse território. Ele lembrou que a cultura vive um momento muito especial a partir da recriação do Ministério da Cultura, sob a coordenação da ministra Margareth Menezes, e orientação política do presidente Lula, no sentido de retomar uma política nacional de cultura.
“Os pontos de cultura foram sendo tratados como parte essencial dessa política. A Política Cultura Viva, que dá a matriz para o fomento aos pontos de cultura, é a grande ferramenta do ponto de vista do estímulo econômico, mas também a Teia do Litoral é um momento de troca de experiências, vivências, de conhecimento entre os pontos de cultura. Para se ter ideia, tínhamos, em João Pessoa, apenas 15 pontos de cultura e, a partir deste ano, o número cresceu para 82. É realmente um crescimento grandioso em tão pouco espaço de tempo, e nós temos que preparar essas pessoas para identificar o lugar e a responsabilidade de cada um no desenvolvimento da política das artes e da cultura”, avaliou Marcus Alves.
Isso, segundo ele, vem ocorrendo também nos demais municípios que tem visitado – Guarabira, Sapé, Itabaiana, Pilar, Mamanguape, Taperoá. “Em todos eles, vejo o crescimento dos pontos de cultura, e temos que ter um foco, uma linha de intervenção e atuação. A Teia tem esse papel. Foi realmente um sábado muito especial num dos pontos de cultura mais importantes de João Pessoa que é o Olho do Tempo, em Gramame. Eles têm desenvolvido uma experiência riquíssima com jovens e crianças. Todos os pontos de cultura estão de parabéns por terem se dedicado a esse momento de troca de experiência”, acrescentou.
Ana Maria Almeida, gerente de Fomento à Cultura de Sapé, destacou que a Teia do Litoral é um encontro de conexão muito importante entre os pontos de cultura. Para ela, é uma oportunidade única de troca de experiências e fortalecimento dos pontos que estão surgindo agora.
“É o momento de sabermos onde podemos melhorar, no que o ponto de cultura vai contribuir para a sua cidade, de que forma isso será relevante. Inclusive, Marcus Alves deixou uma pergunta interessante: o que eu faço com meu ponto de cultura? Essa pergunta vou levar para meu município. Vamos abrir uma roda de conversa, não só entre os pontos que estão aqui, mas para os segmentos culturais se questionarem sobre como contribuir para a coletividade”, pontuou.
Célia Domiciano, do Ponto de Cultura Aliança Bayeux Franco Brasileira, também ressaltou a relevância da Teia do Litoral. “Eu achei esse encontro extremamente importante porque fortalece e une esses territórios, às vezes, para um mesmo propósito, para a mesma política pública ou política pública diferente, mas, de uma certa forma, se unem e fortalecem, conectando comunidades, territórios e várias nuances da cultura”, afirmou.
A Teia do Litoral é a porta de entrada para a Teia Estadual que, por sua vez, dá acesso à Teia Nacional. O evento contou com a participação de representantes dos municípios de João Pessoa, Baía da Traição, Bayeux, Cabedelo, Conde, Lucena, Mamanguape, Marcação, Mari, Santa Rita e Sapé.
Os pontos de cultura são considerados espaços fundamentais para a preservação e difusão das tradições culturais de suas comunidades. Já a Teia tem como principal objetivo consolidar um espaço de união e troca de conhecimentos. A intenção é que o evento seja o ponto de partida para a construção de um legado de cooperação cultural duradouro para o território.
