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IFSP é palco do lançamento do Programa Mais Ciências na Escola – IFSP

Programa federal deve alcançar 300 escolas no estado, levando laboratórios makers e formação tecnológica à rede pública paulista 

Um evento realizado nesta quinta-feira (19), no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), marcou o lançamento do Programa Mais Ciências na Escola no estado de São Paulo. O encontro reuniu a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e gestores do IFSP, além de representantes de instituições de ensino superior do estado, professores e estudantes da rede pública paulista. A iniciativa é resultado de parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

Com investimento de cerca de R$ 30 milhões, São Paulo concentra a maior aplicação de recursos do país no programa. Instituído pelo Decreto nº 12.049, de 2024, o Mais Ciência na Escola tem como objetivo ampliar o acesso à educação científica e ao letramento digital na educação básica. A estratégia inclui a implementação de laboratórios maker, formação de professores e concessão de bolsas para estudantes, com foco em aprendizagem por investigação, experimentação e solução de problemas reais. 

Durante a cerimônia, realizada no ginásio do Campus São Paulo e organizada pela Pró-Reitora de Extensão do IFSP, a ministra Luciana Santos destacou o papel do programa na aproximação entre ciência e educação básica. “Estamos falando de um programa nacional de letramento digital e educação científica que vai alcançar 2 mil escolas em todo o Brasil, beneficiar 20 mil estudantes e 2 mil professores”, afirmou. A ministra também ressaltou o impacto da iniciativa na inclusão social e no acesso à ciência. “O Mais Ciência na Escola existe para dizer a cada jovem da periferia, do interior, da escola pública: ‘você pode, você pertence, esse espaço também é seu’”, disse. 

A implementação no estado ocorre por meio de articulação entre o IFSP, universidades e centros de pesquisa, com atuação em dezenas de municípios paulistas. Os laboratórios maker instalados nas escolas permitem o desenvolvimento de atividades em áreas como robótica, programação e cultura digital, além de projetos voltados a demandas locais. 

Para o diretor-geral do Campus Guarulhos, Diego Siviero, que coordena o programa no estado, o Mais Ciências na Escola ajuda a trazer as escolas públicas de São Paulo para o século 21 por meio da criação de laboratórios makers. “É muito importante ter o nome do instituto ligado a melhoria do ensino público no país”, reflete. Diego ainda explica que, além da instalação dos laboratórios, o programa prevê o treinamento dos professores e dos estudantes para que eles consigam se apropriar mais ainda do espaço e com isso possam aproveitar essas novas tecnologias dentro das disciplinas que eles já têm tradicionalmente na sala de aula.  

Representando o reitor do IFSP, Silmário dos Santos, durante a cerimônia de lançamento do programa, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Adalton Ozaki, destacou o papel das políticas públicas na ampliação do acesso à educação e na formação de trajetórias profissionais. “Se vocês estão hoje aqui, é consequência de uma política pública, de um ministério, sob o comando da Luciana, que valoriza a ciência, que valoriza o ensino, que valoriza a educação. E se vocês têm a oportunidade de também estudar em um instituto federal mais próximo da cidade de vocês, também é decorrente de política pública”, explicou. 

Em todo o País, o programa atende atualmente mil escolas públicas, distribuídas entre todas as regiões. A previsão é de expansão para 2 mil unidades em 2026. No Sudeste, são 360 escolas contempladas, sendo 150 em São Paulo nesta etapa inicial. A segunda fase, conduzida por universidades estaduais paulistas, ampliará o alcance para 300 unidades. 

Confira o Flickr do MCTI para ver mais fotos do evento.

Com informações do MCTI