{"id":13021,"date":"2023-12-10T14:10:20","date_gmt":"2023-12-10T17:10:20","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2023\/12\/10\/agencia-minas-gerais-governo-de-minas-inclui-o-hip-hop-no-cadastro-que-mapeia-expressoes-culturais-no-estado\/"},"modified":"2023-12-10T14:10:20","modified_gmt":"2023-12-10T17:10:20","slug":"agencia-minas-gerais-governo-de-minas-inclui-o-hip-hop-no-cadastro-que-mapeia-expressoes-culturais-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2023\/12\/10\/agencia-minas-gerais-governo-de-minas-inclui-o-hip-hop-no-cadastro-que-mapeia-expressoes-culturais-no-estado\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia Minas Gerais | Governo de Minas inclui o hip-hop no cadastro que mapeia express\u00f5es culturais no estado"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<section class=\"news-related \/ col-md-4 col-lg-3 \/ margin-md-bottom-2 margin-left-1 \/ pull-right \/ hidden-xs hidden-sm\">\n<header>\n<p class=\"text-title-section \/ margin-bottom-1\">Relacionadas<\/p>\n<\/header>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t<main><\/p>\n<hr class=\"row margin-md-bottom-2\"\/>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/main><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/section>\n<p>Um importante trabalho de mapeamento do hip-hop foi iniciado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Minas Gerais (Iepha-MG). Dispon\u00edvel no site do Iepha, o cadastro de Identifica\u00e7\u00e3o das Express\u00f5es das Culturas Populares e Tradicionais possibilitar\u00e1 um primeiro passo para viabilizar diversas a\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"image\" style=\"float:left\">&#13;<figcaption><em><sup>Secult \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/sup><\/em><\/figcaption>&#13;<br \/>\n<\/figure>\n<p>Dentre elas, o reconhecimento da express\u00e3o como patrim\u00f4nio cultural imaterial do estado, uma demanda reivindicada por artistas e produtores. A iniciativa \u00e9 realizada no ano em que a cultura hip-hop celebra 50 anos de seu nascimento nas periferias de Nova York, nos Estados Unidos, e quatro d\u00e9cadas do in\u00edcio do movimento no Brasil.<\/p>\n<p>O objetivo do cadastro \u00e9 reunir dados que forne\u00e7am subs\u00eddios ao trabalho do Iepha. A partir desse levantamento ser\u00e1 poss\u00edvel iniciar outras fases, com a pr\u00f3pria elabora\u00e7\u00e3o de um dossi\u00ea, o que pode levar cerca de 18 meses para ser conclu\u00eddo.\u00a0<\/p>\n<p>A inser\u00e7\u00e3o do hip-hop nos cadastros de patrim\u00f4nio cultural do Iepha atende a um pedido dos pr\u00f3prios artistas, coletivos e agentes culturais. No fim de outubro, o secret\u00e1rio de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Le\u00f4nidas de Oliveira, se reuniu, no Pal\u00e1cio da Liberdade, com articuladores culturais, integrantes de coletivos e representantes do Governo de Minas.\u00a0<\/p>\n<p>No encontro, foram discutidas pautas como a inclus\u00e3o do hip-hop ao programa Afromineiridades e a cria\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Estadual da Cultura Hip-Hop, al\u00e9m do reconhecimento da express\u00e3o como bem cultural e patrim\u00f4nio imaterial de Minas Gerais, um dos objetivos do cadastro agora lan\u00e7ado pelo Iepha.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Afromineiridades<\/strong><\/p>\n<p>Incorporado ao projeto Afromineiridades, o hip-hop entra em uma lista que j\u00e1 re\u00fane outras manifesta\u00e7\u00f5es populares catalogadas, caso das dan\u00e7as tradicionais, dos Congados e Reinados de Minas Gerais, das Folia de Minas, das express\u00f5es culturais ind\u00edgenas, da cer\u00e2mica do Vale do Jequitinhonha e dos Lugares da Cozinha Mineira, entre outras.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO hip-hop \u00e9 uma express\u00e3o cultural extremamente importante para a hist\u00f3ria da cultura do Brasil e do mundo, sendo muito especial para Belo Horizonte e para Minas Gerais. Inserir o hip-hop dentro do programa Afromineiridade \u00e9 uma decis\u00e3o importante, cujo objetivo \u00e9 torn\u00e1-lo candidato a patrim\u00f4nio hist\u00f3rico do estado de Minas Gerais. Esse foi o grande pedido que n\u00f3s recebemos. Ao protegermos essa manifesta\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m contribu\u00edmos para combater o racismo, a intoler\u00e2ncia e outras mazelas que oportunamente s\u00f3 a arte pode fazer, integrando as pessoas\u201d, pontua Le\u00f4nidas de Oliveira.<\/p>\n<p>A antrop\u00f3loga e analista de patrim\u00f4nio cultural imaterial do Iepha, Steffane Santos, ressalta que o cadastro \u00e9 essencial para a constru\u00e7\u00e3o\u00a0 de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes. \u201cA import\u00e2ncia desse processo de cadastro inicial \u00e9 o mapeamento\u00a0 da cultura hip-hop em Minas Gerais para que possamos pensar em pol\u00edticas p\u00fablicas que se voltem a esses grupos de maneira mais assertiva. Assim, conseguimos definir o p\u00fablico-alvo, entender quais s\u00e3o suas fragilidades e aplicar com mais \u00eaxito pol\u00edticas para contemplar os grupos detentores do hip-hop em Minas\u201d, enfatiza Steffane Santos.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Em BH e no interior<\/strong><\/p>\n<p>O Iepha j\u00e1 come\u00e7ou a receber respostas de diferentes artistas do estado. A DJ Joice Cristina, 35 anos, que \u00e9 integrante do Coletivo Chama e atua em Belo Horizonte, \u00e9 uma delas. \u201cPor meio desse cadastro o estado fica ciente dos fazedores de cultura que s\u00e3o invisibilizados. O mapeamento do hip-hop em Minas nos coloca no mapa cultural do estado, nos d\u00e1 lugar de fala e exalta a afromineiridade. Nada mais justo que as pessoas pretas envolvidas no hip-hop ocupem o lugar da afromineiridade\u201d, comenta a DJ.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Artistas, grupos e produtores de cidades como Alfenas, Caratinga, Andradas e C\u00f3rrego do Bom tamb\u00e9m j\u00e1 se cadastraram. Do Tri\u00e2ngulo Mineiro, mais especificamente em Araguari, Gilvan Ribeiro da Silva, 34 anos, do grupo Humildade Prevalece, fundado em 2010, ressalta a for\u00e7a do hip-hop no interior: \u201cO hip-hop \u00e9 muito forte n\u00e3o s\u00f3 em BH, mas tamb\u00e9m no interior, \u00e9 uma das culturas que mais cresce para al\u00e9m da capital. Ter esse reconhecimento do estado \u00e9 fundamental para realizarmos projetos e sermos contemplados pelas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>Bboy h\u00e1 19 anos, Jonathan Canito, 30 anos, belo-horizontino do bairro Conc\u00f3rdia, chama a aten\u00e7\u00e3o para a relev\u00e2ncia do cadastro. \u201cO que temos de mais ancestral \u00e9 a nossa cultura. \u00c9 importante participar da iniciativa n\u00e3o s\u00f3 enquanto artistas e fazedores de cultura, mas tamb\u00e9m como comunidade, para termos voz e no\u00e7\u00e3o de quem somos\u201d, destaca Canito.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como fazer o cadastro<\/strong><\/p>\n<p>Para responder ao invent\u00e1rio do hip-hop \u00e9 preciso acessar o site do Iepha (iepha.mg.gov.br),\u00a0\u00a0clicar na se\u00e7\u00e3o Afromineiridades, depois em Cadastros do Patrim\u00f4nio Cultural \u2013 Afromineiridades. Feito isso, basta escolher a op\u00e7\u00e3o Cadastro de Identifica\u00e7\u00e3o: Express\u00f5es das Culturas Populares e Tradicionais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionadas Um importante trabalho de mapeamento do hip-hop foi iniciado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Instituto Estadual do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico de Minas Gerais (Iepha-MG). 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