{"id":13787,"date":"2023-12-22T08:24:06","date_gmt":"2023-12-22T11:24:06","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2023\/12\/22\/rota-bioceanica-coloca-o-ms-em-outro-patamar-com-novo-cenario-geoeconomico-ao-pais-portal-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/"},"modified":"2023-12-22T08:24:06","modified_gmt":"2023-12-22T11:24:06","slug":"rota-bioceanica-coloca-o-ms-em-outro-patamar-com-novo-cenario-geoeconomico-ao-pais-portal-do-governo-de-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2023\/12\/22\/rota-bioceanica-coloca-o-ms-em-outro-patamar-com-novo-cenario-geoeconomico-ao-pais-portal-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Rota Bioce\u00e2nica coloca o MS em outro patamar com novo cen\u00e1rio geoecon\u00f4mico ao Pa\u00eds \u2013 Portal do Governo de Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Enquanto Mato Grosso do Sul se prepara para a Rota Bioce\u00e2nica, especialistas j\u00e1 apontam algumas tend\u00eancias e perspectivas do ponto de vista econ\u00f4mico, com a implanta\u00e7\u00e3o desta nova alternativa para alcan\u00e7ar o mercado asi\u00e1tico. A professora Doutora Luciane Cristina Carvalho, coordenadora do curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), estuda a Rota h\u00e1 cinco anos. Para ela, a Rota Bioce\u00e2nica ter\u00e1 como principal atrativo a inclus\u00e3o de produtos locais.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 perspectiva de ampliar as exporta\u00e7\u00f5es dos produtos que j\u00e1 s\u00e3o comercializados com o continente asi\u00e1tico e que representam cerca de 50% das exporta\u00e7\u00f5es de Mato Grosso do Sul. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 uma maior integra\u00e7\u00e3o regional com os pa\u00edses vizinhos\u201d, garante a pesquisadora.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da pesquisadora, existe uma tend\u00eancia do aumento na comercializa\u00e7\u00e3o de carnes, alimentos processados, pescados, vestu\u00e1rios, celulose e min\u00e9rios.<\/p>\n<p>\u201cExiste ainda a possibilidade da entrada de novos produtos na cesta da balan\u00e7a comercial. Isso vai depender tamb\u00e9m do empreendedorismo no estado e da oferta, por exemplo, da economia criativa\u201d, avalia.<\/p>\n<p>De acordo a professora, a Rota Bioce\u00e2nica ainda vai proporcionar a cria\u00e7\u00e3o de diversos empreendimentos, como por exemplo, o estacionamento de repouso. \u201cJ\u00e1 existe um que foi implantado por uma distribuidora em Porto Murtinho. Mas, poder\u00e3o surgir outros para suportar o fluxo de tr\u00e2nsito e tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de postos alfandeg\u00e1rios e espa\u00e7os para as ag\u00eancias intervenientes do com\u00e9rcio exterior. Em Campo Grande, h\u00e1 expectativa que a capital se torne um <em>hub <\/em>log\u00edstico. \u00c9 importante a cria\u00e7\u00e3o de um centro de distribui\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Aduaneira do Interior (EADI) ou um porto seco\u201d, menciona a professora da UFMS.<\/p>\n<figure id=\"attachment_460477\" aria-describedby=\"caption-attachment-460477\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-460477\" class=\"wp-caption-text\">Na avalia\u00e7\u00e3o da professora da UFMS, Luciane Carvalho, existe a possibilidade da entrada de novos produtos na balan\u00e7a comercial<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00f3 para se ter ideia do potencial econ\u00f4mico da Rota Bioce\u00e2nica, de janeiro a setembro deste ano, as exporta\u00e7\u00f5es sul-mato-grossenses contabilizaram cerca de\u00a0 US$ 7,2 bilh\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es em torno de US$ 2 bilh\u00f5es, indicando um super\u00e1vit de US$ 5,2 bilh\u00f5es. Junto ao mercado asi\u00e1tico, esta representatividade \u00e9 ainda mais expressiva, totalizando cerca de US$ 3,2 bilh\u00f5es para pa\u00edses como a China, Taiwan, Tail\u00e2ndia e Hong Kong.<\/p>\n<p>\u201cAs cidades que est\u00e3o ao longo da Rota podem se aproveitar muito, ofertando aos passageiros produtos e servi\u00e7os. H\u00e1 um potencial para novos investimentos privados, o que contribuir\u00e1 para aumento de emprego, maior arrecada\u00e7\u00e3o fiscal para os munic\u00edpios, incremento no setor de servi\u00e7os, em especial, o turismo. No entanto, este potencial vai demandar melhoria em infraestrutura, como postos de gasolina, hospedagem, bares e restaurantes, oficinas, lojas de pe\u00e7as automotivas, al\u00e9m da qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 muitos desafios a serem superados. Em outubro, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE) do Brasil e a Uni\u00e3o Internacional dos Transportes Rodovi\u00e1rios (IRU) promoveram em Campo Grande o Semin\u00e1rio &#8220;A utiliza\u00e7\u00e3o de instrumentos de tr\u00e2nsito internacional para a dinamiza\u00e7\u00e3o do Corredor Bioce\u00e2nico&#8221;.<\/p>\n<p>Por parte do MRE, coube ao ministro Jo\u00e3o Carlos Parkinson de Castro fazer a palestra sobre as possibilidades do novo corredor internacional e os benef\u00edcios da ades\u00e3o do Brasil \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o TIR &#8211; Sistema de tr\u00e2nsito internacional da ONU que permite o transporte de mercadorias atrav\u00e9s de v\u00e1rios pa\u00edses. Para ele, a implanta\u00e7\u00e3o da Rota \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o da reconfigura\u00e7\u00e3o geoecon\u00f4mica brasileira.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos produtos que poder\u00e3o ser transportados pela Rota, Parkinson afirma que ser\u00e3o de maior valor agregado e que possam ser conteinerizados. \u201cO Corredor se presta essencialmente para a movimenta\u00e7\u00e3o de cargas em cont\u00eaineres. Isto significa que poderemos ter \u00f3leos de soja, prote\u00ednas animais, algod\u00e3o, celulose, por exemplo. \u201d<\/p>\n<p>Para o ministro do MRE, o tra\u00e7ado tortuoso da Rota pelos Andes, com altitudes superiores a 4 mil metros, com subidas e descidas, dificulta a movimenta\u00e7\u00e3o de grandes carretas com cargas a granel. Na avalia\u00e7\u00e3o do diplomata brasileiro, a carga a granel s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se tiver avan\u00e7os com a integra\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria. \u201cPara isso, \u00e9 necess\u00e1rio, a coopera\u00e7\u00e3o de pa\u00edses como a Argentina, que promova investimentos no trecho de 50 km de Yacuiba (Bol\u00edvia) at\u00e9 Salta (Argentina) e que precisam ser reabilitados para o escoamento atrav\u00e9s da Malha Oeste, Ferrovia Boliviana Oriental e Belgrano Cargas Norte\u201d, complementa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_460474\" aria-describedby=\"caption-attachment-460474\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-460474\" class=\"wp-caption-text\">Parkinson avalia que frutas, crust\u00e1ceos, conservas, pescados, bebidas, a\u00e7\u00facar, arroz., sucos e outros complexos devem compor a Rota<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, o ministro Parkinson avalia que a Rota pode trazer uma redu\u00e7\u00e3o de custos de cerca de 49% podendo chegar at\u00e9 68%, em compara\u00e7\u00e3o com o caminho tradicional pelo Atl\u00e2ntico, via os portos de Santos e Paranagu\u00e1. Os produtos elencados, por ele, para atravessarem, via Rota Bioce\u00e2nica, s\u00e3o as frutas, crust\u00e1ceos, conservas, pescados, bebidas, a\u00e7\u00facar, arroz, sucos e complexos de soja e milho.<\/p>\n<p>J\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o do professor Francisco Bayardo Mayorquim Horta Barbosa, doutorando em Engenharia da Produ\u00e7\u00e3o e docente da UFMS, as empresas que optarem em distribuir seus produtos pela Rota Bioce\u00e2nica v\u00e3o ampliar mais facilmente suas opera\u00e7\u00f5es, provavelmente, em fun\u00e7\u00e3o de um frete mais competitivo.<\/p>\n<p>&#8220;A Rota se tornar\u00e1 competitiva para produtos como a carne bovina. Hoje, a carne produzida no Mato Grosso do Sul utiliza tr\u00eas caminhos rodovi\u00e1rios para alcan\u00e7ar o Chile. O primeiro, via Foz do Igua\u00e7u, no Paran\u00e1; o segundo, via Dion\u00edsio Cerqueira, em Santa Catarina; e a terceira via \u00e9 por meio de S\u00e3o Borja, no Rio Grande do Sul. Praticamente, 50% sai pelo estado ga\u00facho at\u00e9 chegar a \u00e1rea central do Chile. N\u00e3o estamos aqui nem comentando a carne que segue para a \u00c1sia pelo porto de Paranagu\u00e1\u201d, argumenta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_413962\" aria-describedby=\"caption-attachment-413962\" style=\"width: 768px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-413962\" class=\"wp-caption-text\">O tra\u00e7ado tortuoso da Rota dificulta a movimenta\u00e7\u00e3o de grandes carretas com cargas a granel &#8211; Foto: S\u00edlvio de Andrade<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o professor Francisco, que estuda em seu doutorado a Contabilidade Ambiental, a Rota poder\u00e1 proporcionar ao Mato Grosso do Sul dobrar a quantidade de exporta\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal para o Chile.<\/p>\n<p>Francisco analisa tamb\u00e9m que \u00e9 imprescind\u00edvel ter uma carga de retorno para baratear o frete. &#8220;Outros produtos est\u00e3o na pauta de retorno, como por exemplo, o sal. Os gr\u00e3os n\u00e3o s\u00e3o competitivos para rodar 2 mil km at\u00e9 alcan\u00e7ar o Chile.&#8221;<\/p>\n<p>Ainda segundo o estudioso, outras cidades podem tamb\u00e9m se juntar \u00e0 capital como locais log\u00edsticos, \u00e9 o caso de Sidrol\u00e2ndia e Jardim, que podem se tornar pontos de apoio.<\/p>\n<p>Ele acredita que os maiores desafios no contexto da Rota, ainda \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o profissional em regi\u00f5es como Porto Murtinho, al\u00e9m da conectividade digital e postos de abastecimento de combust\u00edveis.<\/p>\n<p><em>Alexandre Gonzaga, Comunica\u00e7\u00e3o do Governo de MS<br \/>Foto: Bruno Rezende<\/em><br \/><em>Foto capa: divulga\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto Mato Grosso do Sul se prepara para a Rota Bioce\u00e2nica, especialistas j\u00e1 apontam algumas tend\u00eancias e perspectivas do ponto de vista econ\u00f4mico, com a implanta\u00e7\u00e3o desta nova alternativa para alcan\u00e7ar o mercado asi\u00e1tico. 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