{"id":15112,"date":"2024-01-10T06:05:05","date_gmt":"2024-01-10T09:05:05","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/01\/10\/uma-radiografia-de-como-a-producao-do-estado-escoa-pelos-modais-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/"},"modified":"2024-01-10T06:05:05","modified_gmt":"2024-01-10T09:05:05","slug":"uma-radiografia-de-como-a-producao-do-estado-escoa-pelos-modais-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/01\/10\/uma-radiografia-de-como-a-producao-do-estado-escoa-pelos-modais-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"uma radiografia de como a produ\u00e7\u00e3o do Estado escoa pelos modais \u2013 Ag\u00eancia de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O Mato Grosso do Sul, em poucas d\u00e9cadas, passou de um estado essencialmente agr\u00edcola para um perfil agroindustrial, capaz de abastecer outras regi\u00f5es do Pa\u00eds e tamb\u00e9m destinar produtos para a exporta\u00e7\u00e3o. Diante deste cen\u00e1rio, a economia sul-mato-grossense enfrenta desafios para escoar a produ\u00e7\u00e3o local com a vantagem de possuir modais diferenciados como hidrovias e ferrovias.<\/p>\n<p>As hidrovias Paran\u00e1-Tiet\u00ea (Leste do Estado) e Paraguai-Paran\u00e1 (Oeste do Estado) s\u00e3o respons\u00e1veis pelo escoamento de gr\u00e3os e min\u00e9rio de ferro. Por\u00e9m, a malha ferrovi\u00e1ria Oeste e a Ferronorte tamb\u00e9m contribuem com o fluxo desses produtos, contribuindo ainda mais para a economia do Estado.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rodovias estaduais, o MS conta com 15 mil quil\u00f4metros, que tamb\u00e9m fazem fluir produtos da agroind\u00fastria, em especial, aves, su\u00ednos, a\u00e7\u00facar, milho, soja, celulose e pescados. As rodovias federais que cortam o Estado somam mais 4 mil quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos v\u00e1rias art\u00e9rias, mas talvez, a principal seja a ferrovia Corumb\u00e1-Tr\u00eas Lagoas, no sentido leste-oeste, um modal que pode carregar muito mais produtos com um custo menor, e que ainda permite raios, diagonais, com pequenas rodovias, se ligando com a ferrovia para o escoamento de safras agr\u00edcolas. Estrategicamente, ela tem uma grande import\u00e2ncia para o Estado&#8221;, garante o secret\u00e1rio H\u00e9lio Pellufo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Log\u00edstica).<\/p>\n<p>Este modal aguarda relicita\u00e7\u00e3o para voltar a operar de forma plena at\u00e9 chegar a Mairipor\u00e3, em S\u00e3o Paulo, e de l\u00e1 ao porto de Santos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o modal rodovi\u00e1rio apresenta uma caracter\u00edstica especial. As rodovias cruzam o Estado de norte a sul, de leste a oeste, e ainda possui vias radiais, diagonais, tra\u00e7ando um emaranhado de estradas com possibilidades infinitas de uso.<\/p>\n<p>A principal malha rodovi\u00e1ria do Estado tem formato de uma cruz, com as rodovias BR-163, no sentido norte-sul, e a BR-262, de leste a oeste. Ambas escoam, principalmente, os complexos de gr\u00e3os, pescado e madeira, e se dirigem aos vizinhos Mato Grosso, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Goi\u00e1s. As duas se encontram na capital, Campo Grande, considerada potencialmente um <em>hub <\/em>log\u00edstico para o armazenamento de produtos.<\/p>\n<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, por se localizar na regi\u00e3o central do Estado, Campo Grande atua como se fosse uma rosa dos ventos dos pontos cardeais, de onde saem vias radiais para todos os quatros cantos geogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio Pellufo, a BR-163 torna poss\u00edvel o fluxo da produ\u00e7\u00e3o de su\u00ednos na regi\u00e3o norte do Estado, em S\u00e3o Gabriel do Oeste, em dire\u00e7\u00e3o ao sul.<\/p>\n<p>&#8220;As BRs 262 e 267 s\u00e3o duas rodovias extremamente importantes que ligam aos maiores centros consumidores e aos portos de Paranagu\u00e1 e Santos&#8221;, confirma Pellufo.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio destaca que, enquanto a BR-060 corta o sul do Estado no sentido diagonal, facilitando o escoamento da produ\u00e7\u00e3o de aves da regi\u00e3o de Sidrol\u00e2ndia, a rodovia MS-040 corre paralela a BR-262 levando grande parte da produ\u00e7\u00e3o florestal em dire\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_459320\" aria-describedby=\"caption-attachment-459320\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-459320\" class=\"wp-caption-text\">O MS conta com 15 mil quil\u00f4metros, que escoam produtos da agroind\u00fastria, em especial, aves, su\u00ednos, a\u00e7\u00facar, milho, soja, celulose e pescados<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Ainda temos as rodovias de turismo, como por exemplo, a rodovia MS-345, conhecida como a Estrada do 21, que vai reduzir em at\u00e9 40 km a dist\u00e2ncia de Campo Grande a Bonito. Mas tamb\u00e9m \u00e9 uma rodovia que vai atender a pecu\u00e1ria e a safra agr\u00edcola que possui silos em Bonito. S\u00e3o investimentos de R$ 140 milh\u00f5es&#8221;, garante.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em sentido diagonal, a MS-382, saindo de Guia Lopes da Laguna e chegando na MS-270, escoa o calc\u00e1rio, extra\u00eddo da regi\u00e3o sudoeste que \u00e9 grande produtora desta rocha. Com esta liga\u00e7\u00e3o, o calc\u00e1rio chega at\u00e9 o Paran\u00e1.<\/p>\n<p>No modal a\u00e9reo, o Estado possui investimentos na ordem de R$ 240 milh\u00f5es em 22 aer\u00f3dromos, incluindo os aeroportos de Dourados, Tr\u00eas Lagoas, Campo Grande, Ponta Por\u00e3 e Bonito, que s\u00e3o utilizados para voos executivos e tur\u00edsticos.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio Jaime Verruck, titular da Semadesc, acredita que o modal hidrovi\u00e1rio \u00e9 um dos caminhos extremamente importantes para o desenvolvimento do Estado. &#8220;As hidrovias levam nossos produtos a pa\u00edses como Argentina, Uruguai, e a partir da\u00ed, permitindo exporta\u00e7\u00e3o para outros pa\u00edses. Elas [hidrovias] s\u00e3o muito concentradas em produtos como min\u00e9rio de ferro, saindo dos portos de Greg\u00f3rio Curvo e Porto Correa, localizados em Corumb\u00e1, no rio Paraguai. E em Porto Murtinho, a soja sendo exportada pela hidrovia. Um grande caminho&#8221;, reconhece.<\/p>\n<figure id=\"attachment_458555\" aria-describedby=\"caption-attachment-458555\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-458555\" class=\"wp-caption-text\">BR-262 \u00e9 respons\u00e1vel pelo escoamento da produ\u00e7\u00e3o de celulose no leste do Estado<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o secret\u00e1rio Verruck, outro modal que \u00e9 um desafio para Mato Grosso do Sul \u00e9 o ferrovi\u00e1rio. &#8220;Hoje, a ferrovia \u00e9 o principal ponto de exporta\u00e7\u00e3o da celulose, a partir de Aparecida do Taboado e tamb\u00e9m de Inoc\u00eancia, com a instala\u00e7\u00e3o do terminal da Suzano, e um terminal de combust\u00edvel e commodities, no munic\u00edpio de Chapad\u00e3o do Sul. J\u00e1 a Ferronorte \u00e9 uma ferrovia altamente competitiva, sendo respons\u00e1vel pelo escoamento da produ\u00e7\u00e3o de soja para o porto de Santos.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p>O titular da pasta aponta que, futuramente, a ferrovia Maracaju-Paraguai ser\u00e1 um grande vetor de desenvolvimento econ\u00f4mico. Assim como a Rota Bioce\u00e2nica, por meio da 267, alcan\u00e7ando os portos chilenos.<\/p>\n<p>&#8220;Mato Grosso do Sul tem baixa densidade populacional, consequentemente, a maioria da nossa produ\u00e7\u00e3o se destina para outros estados ou para exporta\u00e7\u00e3o. Toda a nossa log\u00edstica, depende necessariamente dos sistemas rodovi\u00e1rio, ferrovi\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio para atender os mercados nacional e internacional&#8221;, conclui Verruck.<\/p>\n<figure id=\"attachment_459325\" aria-describedby=\"caption-attachment-459325\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-459325\" class=\"wp-caption-text\">Rodovia MS-345, conhecida como a Estrada do 21, integrar\u00e1 roteiros tur\u00edsticos do Estado<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Concess\u00f5es e Parcerias<\/strong><\/p>\n<p>A secret\u00e1ria Especial do Escrit\u00f3rio de Parcerias Estrat\u00e9gicas (EPE), Eliane Detoni, explica que o Estado atua na estrutura\u00e7\u00e3o de projetos e concretiza metas de investimentos privados em infraestrutura p\u00fablica. &#8220;Temos contratos [PPP\u00b4s] em diversas \u00e1reas como saneamento b\u00e1sico, conectividade (Infovia Digital) e energia el\u00e9trica fotovoltaica. Nas MS-306 e MS-112 e trechos das rodovias federais BR-158 e BR-436, as concess\u00f5es rodovi\u00e1rias resultaram em uma malha rodovi\u00e1ria com melhor trafegabilidade e mais seguran\u00e7a aos usu\u00e1rios&#8221;, assinala.<\/p>\n<p>Eliane adianta que est\u00e3o em estudos a concess\u00e3o da MS-040, MS-338 e MS-395 e adi\u00e7\u00e3o de trechos federais que totalizam 869 km de novas rodovias. &#8220;O governo do Mato Grosso do Sul planeja renovar sua carteira de concess\u00f5es para os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. Est\u00e3o em estudo projetos de aeroportos e aer\u00f3dromos regionais, um hidrovi\u00e1rio (Terminal Portu\u00e1rio de Porto Murtinho), dois parques estaduais (Parque do Prosa e Parque das Na\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas) e projetos em infraestrutura social est\u00e3o no nosso radar. S\u00e3o estimados R$ 18 bilh\u00f5es em investimentos privados para a carteira de projetos do EPE&#8221;.<\/p>\n<p><em>Alexandre Gonzaga, Comunica\u00e7\u00e3o do Governo de MS<br \/><\/em><em>Fotos: Saul Schramm<br \/><\/em><em>Infogr\u00e1fico: Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do Governo de MS<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mato Grosso do Sul, em poucas d\u00e9cadas, passou de um estado essencialmente agr\u00edcola para um perfil agroindustrial, capaz de abastecer outras regi\u00f5es do Pa\u00eds e tamb\u00e9m destinar produtos para a exporta\u00e7\u00e3o. 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