{"id":16213,"date":"2024-01-25T00:30:59","date_gmt":"2024-01-25T03:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/01\/25\/estudo-mapeia-padroes-para-incidencia-de-zika-e-chikungunya-no-brasil\/"},"modified":"2024-01-25T00:30:59","modified_gmt":"2024-01-25T03:30:59","slug":"estudo-mapeia-padroes-para-incidencia-de-zika-e-chikungunya-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/01\/25\/estudo-mapeia-padroes-para-incidencia-de-zika-e-chikungunya-no-brasil\/","title":{"rendered":"Estudo mapeia padr\u00f5es para incid\u00eancia de zika e chikungunya no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/zika.jpg\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_5807451\">\n<div class=\"caption-meta\"><i class=\"fa fa-download\"><\/i>Download<\/div><figcaption class=\"wp-caption-text\">Consideradas doen\u00e7as tropicais negligenciadas pela OMS, chikungunya e zika s\u00e3o arboviroses transmitidas por mosquitos do g\u00eanero Aedes<\/figcaption><\/figure>\n<p>Estudo publicado na revista\u00a0<em>Scientific Reports<\/em> por pesquisadores da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo (FSP-USP) e do Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica do Estado de S\u00e3o Paulo (CVE) analisou os padr\u00f5es espa\u00e7o-temporais de ocorr\u00eancia e coocorr\u00eancia (quando h\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea) de zika e chikungunya em todos os munic\u00edpios nacionais, al\u00e9m dos fatores ambientais e socioecon\u00f4micos associados a elas.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, os n\u00fameros de casos das duas doen\u00e7as aumentaram em todo o mundo e se expandiram geograficamente \u2013 chikungunya j\u00e1 foi relatada em 116 pa\u00edses e zika, em 92, de acordo com o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC), principal ag\u00eancia de sa\u00fade dos Estados Unidos. As doen\u00e7as somam mais de 8 milh\u00f5es de casos em todo o mundo. Mas cientistas acreditam que esse n\u00famero pode chegar a 100 milh\u00f5es por conta das subnotifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No Brasil, as \u00e1reas de maior risco de infec\u00e7\u00e3o se localizaram inicialmente na regi\u00e3o Nordeste. Entre 2018 e 2021, data inicial do estudo, o foco se deslocou para o Centro-Oeste e para os litorais de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro antes de recrudescer novamente no Nordeste, de 2019 a 2021.<\/p>\n<p>\u201cIdentificar essas \u00e1reas de alto risco \u2013 que s\u00e3o influenciadas pela altera\u00e7\u00e3o do ambiente causada por fatores como urbaniza\u00e7\u00e3o, desmatamento e altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u2013 \u00e9 importante tanto para controlar os vetores quanto para direcionar corretamente as medidas de sa\u00fade p\u00fablica, especialmente em um momento em que a Opas\/OMS e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade v\u00eam alertando sobre um aumento no n\u00famero de casos de chikungunya e zika acima dos relatados nos \u00faltimos anos\u201d, afirma Raquel Gardini Sanches Palasio, pesquisadora do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise Espacial em Sa\u00fade (Laes) do Departamento de Epidemiologia da FSP-USP e primeira autora do estudo.<\/p>\n<p>A pesquisadora cita o Boletim do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que relata um aumento de 78,9% dos casos de chikungunya e 42% dos casos de zika entre 2021 e 2022. \u201cAl\u00e9m disso, quando analisamos os dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para os dois \u00faltimos anos, observamos um aumento nos n\u00fameros dos casos confirmados entre o ver\u00e3o de 2022 e 2023 de 53% para chikungunya e 58% para zika. Possivelmente, esse aumento dos n\u00fameros dos casos pode estar relacionado aos fatores clim\u00e1ticos, tal como as temperaturas elevadas.&#8221;<\/p>\n<p>Neste estudo\u00a0financiado pela Fapesp, os pesquisadores analisaram mais de 770 mil casos (608.388 de chikungunya e 162.992 de zika), em sua maioria aut\u00f3ctones e confirmados por teste de laborat\u00f3rio ou cl\u00ednico-epidemiol\u00f3gico. Foram observados aspectos espaciais, temporais e sazonais, levando em conta valores de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o e fatores socioecon\u00f4micos.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o revelou que as regi\u00f5es de alto risco apresentavam temperaturas mais elevadas e foram identificados aglomerados com alto risco de coocorr\u00eancia em algumas regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cChikungunya e zika demonstraram respectivamente tend\u00eancias decrescentes de 13% e 40% no Brasil como um todo entre 2018 e 2021; entretanto, 85% e 57% dos aglomerados [\u00e1reas de maior concentra\u00e7\u00e3o] encontrados mostraram uma tend\u00eancia crescente, com prov\u00e1vel crescimento anual entre 0,85% e 96,56% para chikungunya e entre 2,77% e 53,03% para zika.\u201d<\/p>\n<p>\u201cObservamos ainda que, desde 2015, as duas arboviroses ocorreram com maior frequ\u00eancia no ver\u00e3o e no outono no Brasil. No entanto, a chikungunya est\u00e1 associada a baixos n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o, ambientes mais urbanizados e locais com maior desigualdade social. E zika, a alto volume de chuvas e \u00e1reas com baixa cobertura de rede de esgoto.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, ambas as doen\u00e7as s\u00e3o mais frequentes ainda em locais com menores taxas de vegeta\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas urbanas e, aparentemente, o fator socioecon\u00f4mico \u00e9 mais evidente para chikungunya do que para zika.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<br \/>\n<\/strong>\u201cPor se tratar\u00a0de doen\u00e7as que envolvem os mesmos vetores, h\u00e1 certas semelhan\u00e7as e, em teoria, elas deveriam acontecer nos mesmos locais, mas n\u00e3o observamos essa sobreposi\u00e7\u00e3o perfeita no espa\u00e7o e no tempo\u201d, diz Palasio.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses para isso estaria relacionada aos fatores socioecon\u00f4micos, ambientais e clim\u00e1ticos. Neste primeiro trabalho, foram utilizados dados do censo de 2010. Por isso, um dos pr\u00f3ximos passos \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio, de acordo com as novas informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em 2022.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, queremos realizar agora uma an\u00e1lise mais complexa, levando em conta, ao mesmo tempo e n\u00e3o separadamente como aconteceu desta vez, os fatores socioecon\u00f4micos e clim\u00e1ticos temperatura e precipita\u00e7\u00e3o em uma an\u00e1lise espa\u00e7o-temporal\u201d, conta Palasio.<\/p>\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o deve ser observar a coocorr\u00eancia das duas doen\u00e7as, se elas se sobrep\u00f5em, e modelar essas informa\u00e7\u00f5es com os cen\u00e1rios de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas futuras, tanto num cen\u00e1rio otimista quanto num pessimista, relacionados \u00e0 emiss\u00e3o de gases do efeito estufa.<\/p>\n<p>Siga o canal &#8220;Governo de S\u00e3o Paulo&#8221; no WhatsApp:<br \/>\nhttps:\/\/bit.ly\/govspnozap<\/p>\n<p>O post Estudo mapeia padr\u00f5es para incid\u00eancia de zika e chikungunya no Brasil apareceu primeiro em Governo do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DownloadConsideradas doen\u00e7as tropicais negligenciadas pela OMS, chikungunya e zika s\u00e3o arboviroses transmitidas por mosquitos do g\u00eanero Aedes Estudo publicado na revista\u00a0Scientific Reports por pesquisadores da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo (FSP-USP) e do Centro de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica do Estado de S\u00e3o Paulo (CVE) analisou os padr\u00f5es espa\u00e7o-temporais de ocorr\u00eancia e coocorr\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16213","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16213","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16213"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16213\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}