{"id":19032,"date":"2024-03-08T17:46:01","date_gmt":"2024-03-08T20:46:01","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/03\/08\/protagonismo-feminino-mulheres-fazem-a-diferenca-na-seguranca-publica-de-sp\/"},"modified":"2024-03-08T17:46:01","modified_gmt":"2024-03-08T20:46:01","slug":"protagonismo-feminino-mulheres-fazem-a-diferenca-na-seguranca-publica-de-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/03\/08\/protagonismo-feminino-mulheres-fazem-a-diferenca-na-seguranca-publica-de-sp\/","title":{"rendered":"Protagonismo feminino: mulheres fazem a diferen\u00e7a na seguran\u00e7a p\u00fablica de SP"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-08-at-10.44.15.jpeg\" \/><\/p>\n<div id=\"\">&#13;<\/p>\n<p>Elas realizam mergulhos em busca de v\u00edtimas de afogamento, comandam tropas de opera\u00e7\u00f5es especiais de policiamento, lideram o esclarecimento de crimes em todo o estado e apoiam v\u00edtimas de viol\u00eancia. As mulheres ganham cada vez mais destaque nas for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>No m\u00eas em que celebramos a for\u00e7a feminina, algumas das mulheres de destaque na seguran\u00e7a de S\u00e3o Paulo falam sobre suas trajet\u00f3rias. S\u00e3o elas a comandante da regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, tenente Coronel Rosemeire; a diretora do Departamento de Homic\u00eddios e de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo; a m\u00e9dica legista da Pol\u00edcia Cient\u00edfica Mariana da Silva Ferreira; a mergulhadora dos bombeiros sargento Jaqueline Suzan; e a PM respons\u00e1vel pelo policiamento em 43 munic\u00edpios, coronel Adriana Roledo Belluzzo.<\/p>\n<p><strong>Tenente coronel Rosemeire, respons\u00e1vel pelo policiamento no centro da capital<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_5836996\" style=\"width: 100%;max-width: 647px\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u201cHoje, a mulher exerce as mais diversas fun\u00e7\u00f5es. Desde que ela tenha compet\u00eancia, pode fazer o que quiser dentro da PM\u201d, afirma a tenente coronel.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde 2022, a tenente coronel Rosemeire Vitonto dos Santos est\u00e1 no comando do 7\u00b0 Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar Metropolitano (BPM\/M), que tem em sua \u00e1rea locais como a Pra\u00e7a da S\u00e9, a rua 25 de Mar\u00e7o e o Anhangaba\u00fa, al\u00e9m das cenas abertas de uso.<\/p>\n<p>\u201cO 7\u00ba BPM n\u00e3o tem uma \u00e1rea muito extensa, mas a complexidade \u00e9 alta. Temos um p\u00fablico flutuante de milh\u00f5es de pessoas por dia. \u00c9 uma responsabilidade muito grande. O desafio \u00e9 motivar todos os dias a tropa a trabalhar bem e a servir a comunidade\u201d, afirma a comandante, que tem se destacado com as sucessivas quedas nos \u00edndices de roubos e furtos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s se formar na Academia de Pol\u00edcia Militar do Barro Branco, em 1996, Rosemeire passou por batalh\u00f5es na capital e no interior. Tamb\u00e9m atuou no Centro de Comunica\u00e7\u00e3o da corpora\u00e7\u00e3o antes de se tornar primeira mulher a comandar o 7\u00ba BPM em seus quase 60 anos de hist\u00f3ria. \u201cHoje, a mulher exerce as mais diversas fun\u00e7\u00f5es. Desde que ela tenha compet\u00eancia, pode fazer o que quiser dentro da PM\u201d, afirma a tenente coronel.<\/p>\n<p>A comandante conta que, desde crian\u00e7a, pensava em ser policial. Hoje, com 53 anos, 31 deles vividos na Pol\u00edcia Militar, incentiva as novas gera\u00e7\u00f5es de garotas que, assim como ela, aspiram chegar um dia no comando de um batalh\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ivalda Aleixo, diretora do DHPP<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_5837035\" style=\"width: 100%;max-width: 695px\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u201cA Pol\u00edcia Civil precisa de mais mulheres. A gente come\u00e7a l\u00e1 embaixo mesmo, no plant\u00e3ozinho, mas vai subindo e chega l\u00e1. Tem que ter vontade e garra para trabalhar e fazer a diferen\u00e7a\u201d, diz a delegada<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ivalda Aleixo \u00e9 diretora do Departamento de Homic\u00eddios e de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP), um dos mais importantes setores de atua\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil. No comando de cerca de 400 policiais, a maioria homens, Ivalda afirma que, embora tenha tido que superar desafios, hoje se sente respeitada no local de trabalho.<\/p>\n<p>Antes de ser al\u00e7ada ao cargo de diretora do DHPP, Ivalda atuou como plantonista em periferias e na regi\u00e3o central da capital. Por ter forma\u00e7\u00e3o em inform\u00e1tica, tamb\u00e9m trabalhou na transi\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil para os meios eletr\u00f4nicos, ajudando na informatiza\u00e7\u00e3o dos Distritos Policiais. Ap\u00f3s passar por \u00e1reas de intelig\u00eancia, assumiu a chefia da Divis\u00e3o de Capturas.<\/p>\n<p>\u201cAli, foi um trabalho operacional. Ent\u00e3o, todos que me viam com um computador na m\u00e3o e sendo assistente come\u00e7aram a me ver na rua, pulando muro e prendendo pessoas. E a\u00ed falaram: \u2018n\u00e3o \u00e9 que ela faz tamb\u00e9m\u2019\u201d, afirma a delegada.<\/p>\n<p>Ivalda se diz realizada profissionalmente e incentiva que outras meninas sigam na carreira policial. \u201cA Pol\u00edcia Civil precisa de mais mulheres. A gente come\u00e7a l\u00e1 embaixo mesmo, no plant\u00e3ozinho, mas vai subindo e chega l\u00e1. Tem que ter vontade e garra para trabalhar e fazer a diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><strong>Coronel Adriana Roledo Belluzzo, comandante do CPI-10<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_5837036\" style=\"width: 100%;max-width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u201cEu achei um desafio, mas falei que era capaz. N\u00e3o imaginava que depois de 30 anos de corpora\u00e7\u00e3o eu ia estar aprendendo tanto\u201d, celebra a coronel<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com 49 anos, sendo 31 deles na Pol\u00edcia Militar de S\u00e3o Paulo, a coronel Adriana Roledo Belluzzo alcan\u00e7ou a patente mais alta na corpora\u00e7\u00e3o. Filha de militar, ela n\u00e3o teve d\u00favidas ao escolher a Academia de Pol\u00edcia Militar do Barro Branco, quando apenas 13 vagas eram destinadas \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>No ano passado, tornou-se a primeira mulher comandante do CPI-10, que abrange 43 munic\u00edpios da regi\u00e3o Noroeste do Estado. Tamb\u00e9m recebeu a fun\u00e7\u00e3o de liderar a tropa especial paulista na Opera\u00e7\u00e3o Impacto SULMASSP III. A a\u00e7\u00e3o reuniu policiais de cinco estados com o objetivo de combater a atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es criminosas em divisas e fronteiras do Brasil com outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>A coronel comandou durante a a\u00e7\u00e3o 230 policiais de tropas especializadas de S\u00e3o Paulo. \u201cEu achei um desafio, mas falei que era capaz. N\u00e3o imaginava que depois de 30 anos de corpora\u00e7\u00e3o eu ia estar aprendendo tanto\u201d. Parte das a\u00e7\u00f5es aconteceram com deslocamentos de helic\u00f3ptero, quando ela viajava com outra coronel, subcomandante da PM-MS, e uma capit\u00e3o piloto mulher. \u201cSomos poucas, mas n\u00f3s tamb\u00e9m ocupamos fun\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. Isso a gente n\u00e3o via at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Jaqueline Suzan, mergulhadora dos bombeiros<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_5837038\" style=\"width: 100%;max-width: 1280px\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Sargento Jaqueline Suzan entrou para o Corpo de Bombeiros em 1996 aos 18 anos. Hoje, ela \u00e9 uma das mulheres h\u00e1 mais tempo na corpora\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A sargento Jaqueline Suzan entrou para o Corpo de Bombeiros em 1996 aos 18 anos. Hoje, ela \u00e9 uma das mulheres h\u00e1 mais tempo na corpora\u00e7\u00e3o, completando 28 anos de farda neste m\u00eas. Logo que entrou, se especializou em mergulho e, at\u00e9 hoje, atua resgatando corpos de pessoas afogadas que est\u00e3o submersas em represas.<\/p>\n<p>Jaqueline foi a primeira mulher de Aruj\u00e1, regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, no quartel do Corpo de Bombeiros. \u201cEles tiveram que se adaptar, at\u00e9 ent\u00e3o tinham uma rotina apenas masculina\u201d, conta.<\/p>\n<p>Quando ingressou, a sargento revela que as mulheres ainda precisavam provar que tinham capacidade para o cargo. Mas explica que, com as diferentes t\u00e9cnicas para atender a ocorr\u00eancia, elas ganharam espa\u00e7o. \u201cA mulher \u00e9 mais detalhista e cuidadosa. Ela leva essa leveza para a popula\u00e7\u00e3o.Se a mulher tem um sonho, ela n\u00e3o tem que desistir\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Mariana da Silva Ferreira, m\u00e9dica-legista<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_5837043\" style=\"width: 100%;max-width: 1362px\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mariana \u00e9 m\u00e9dica-legista h\u00e1 quase quinze anos, sendo dez no atendimento a casos de viol\u00eancia sexual<\/figcaption><\/figure>\n<p>M\u00e9dica, com Resid\u00eancia em Medicina-Legal e Per\u00edcias M\u00e9dicas pela USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), Doutora Mariana da Silva Ferreira, 44, tem um papel importante na gest\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e projetos de aprimoramento do atendimento de v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra as mulheres e viol\u00eancia sexual no Estado de S\u00e3o Paulo. Atualmente comp\u00f5e o quadro da Pol\u00edcia Cient\u00edfica do Estado, como Assistente T\u00e9cnica da Superintend\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 m\u00e9dica-legista h\u00e1 quase quinze anos e atuou dez anos exclusivamente com casos de viol\u00eancia sexual, realizando per\u00edcia de constata\u00e7\u00e3o de estupro no Programa Bem-Me-Quer da capital paulista, ela enxerga que a presen\u00e7a da mulher nesse atendimento faz diferen\u00e7a, pois a figura feminina pode trazer mais conforto durante a per\u00edcia sexol\u00f3gica, que \u00e9 um exame extremamente \u00edntimo. \u201cO principal agressor sexual \u00e9 do sexo masculino, portanto, \u00e9 natural que o exame realizado por um homem cause menos conforto do que por uma profissional mulher.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a feminina, principalmente nesses atendimentos, \u00e9 muito importante, mas claro que em decorr\u00eancia da falta de servidoras temos que priorizar a qualidade e capacita\u00e7\u00e3o de todos os Legistas, independente do g\u00eanero.\u201d Na cidade de S\u00e3o Paulo, na Sexologia Forense do Programa Bem-Me-Quer, o atendimento a casos de viol\u00eancia sexual \u00e9 composto por mulheres. No entanto, na \u00e1rea da Medicina-Legal e per\u00edcias m\u00e9dicas como um todo, ela ainda percebe predomin\u00e2ncia masculina.<\/p>\n<p>\u201cClaro que tamb\u00e9m n\u00e3o podemos apenas identificar um bom atendimento especificamente pelo g\u00eanero, mas sim pelo preparo do profissional. No Estado temos menos mulheres do que homens em atividade pericial, mas a procura pela carreira est\u00e1 aumentando\u201d, relata a Doutora.<br \/>A predomin\u00e2ncia masculina fez muitas pessoas questionarem a escolha de Mariana pela Medicina-Legal. Mas, apaixonada pela \u00e1rea, ela persistiu, e hoje est\u00e1 no cargo de Assist\u00eancia T\u00e9cnica da Superintend\u00eancia da Pol\u00edcia Cient\u00edfica do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cFoi um processo bem natural. Eu vivenciei a rotina dos plant\u00f5es por mais de 10 anos, que s\u00e3o muito dif\u00edceis e desafiadores, porque, a maioria dos meus atendimentos era de crian\u00e7as e adolescentes. Aqui em S\u00e3o Paulo temos uma demanda gigantesca, s\u00e3o milhares de v\u00edtimas por ano que o servi\u00e7o atende\u201d.<\/p>\n<p>Reconhecendo a import\u00e2ncia da representatividade feminina nas for\u00e7as policiais, Doutora Mariana deseja um futuro com menos desigualdade: \u201cEu espero que em um futuro n\u00e3o muito longe n\u00f3s possamos ser identificadas pela nossa capacidade, n\u00e3o pelo g\u00eanero e que as mulheres n\u00e3o precisem se preocupar, pois elas podem sim ingressar na carreira policial e exercer seus trabalhos com grande compet\u00eancia t\u00e9cnica\u201d.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#13; Elas realizam mergulhos em busca de v\u00edtimas de afogamento, comandam tropas de opera\u00e7\u00f5es especiais de policiamento, lideram o esclarecimento de crimes em todo o estado e apoiam v\u00edtimas de viol\u00eancia. 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