{"id":19534,"date":"2024-03-17T09:44:20","date_gmt":"2024-03-17T12:44:20","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/03\/17\/agencia-minas-gerais-peixes-ornamentais-movimentam-mais-de-r-10-milhoes-por-ano-em-minas-gerais\/"},"modified":"2024-03-17T09:44:20","modified_gmt":"2024-03-17T12:44:20","slug":"agencia-minas-gerais-peixes-ornamentais-movimentam-mais-de-r-10-milhoes-por-ano-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/03\/17\/agencia-minas-gerais-peixes-ornamentais-movimentam-mais-de-r-10-milhoes-por-ano-em-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia Minas Gerais | Peixes ornamentais movimentam mais de R$ 10 milh\u00f5es por ano em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<section class=\"news-related \/ col-md-4 col-lg-3 \/ margin-md-bottom-2 margin-left-1 \/ pull-right \/ hidden-xs hidden-sm\">\n<header>\n<p class=\"text-title-section \/ margin-bottom-1\">Relacionadas<\/p>\n<\/header>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t<main><\/p>\n<hr class=\"row margin-md-bottom-2\"\/>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/main><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/section>\n<p>\u201cHoje tudo o que eu tenho \u00e9 gra\u00e7as \u00e0 piscicultura\u201d. Este \u00e9 o depoimento de Cristiano Cunha de Paula, de 45 anos, da cidade de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, na Zona da Mata mineira, mas \u00e9 uma frase recorrente ao ouvir os produtores da regi\u00e3o. Poucos sabem, mas Minas Gerais \u00e9 respons\u00e1vel por 70% da produ\u00e7\u00e3o nacional de peixes ornamentais, mais especificamente a regi\u00e3o de Muria\u00e9, um conjunto de oito munic\u00edpios comp\u00f5em o polo produtor desses animais.<\/p>\n<figure class=\"image\" style=\"float:left\">&#13;<figcaption><em><sup>Igor Torres \/ IMA<\/sup><\/em><\/figcaption>&#13;<br \/>\n<\/figure>\n<p>Cerca de 400 fam\u00edlias vivem da renda da produ\u00e7\u00e3o de peixes ornamentais, o que caracteriza agricultura familiar. Essa cadeia produtiva movimenta mais de R$ 10 milh\u00f5es ao ano e \u00e9 uma cultura que tem caracter\u00edsticas peculiares, bem diferentes das produ\u00e7\u00f5es tradicionais da pecu\u00e1ria e agricultura, como o caf\u00e9 e o gado de corte.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, com 1.000 m\u00b2 j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ter uma produ\u00e7\u00e3o dos peixes, um espa\u00e7o \u00ednfimo se comparado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de uma lavoura de caf\u00e9, por exemplo. O manejo dessa cultura tamb\u00e9m requer menos esfor\u00e7o do que a manuten\u00e7\u00e3o de um plantel de bovinos de leite, mas o maior atrativo para os produtores de peixes ornamentais \u00e9 o baixo investimento para um alto retorno financeiro.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de M\u00e1rcia Gomes do Nascimento, de 29 anos, comprova o fato. Segundo a produtora da zona rural de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, \u201ca cria\u00e7\u00e3o de peixes ornamentais, al\u00e9m de ter uma boa rentabilidade, \u00e9 uma terapia. \u00c9 muito tranquilo\u201d, conta.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia de M\u00e1rcia descobriu os peixes ornamentais quando se mudou de Divino, onde a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 \u00e9 destaque, para Patroc\u00ednio do Muria\u00e9 com seus pais, um aut\u00f4nomo e uma bordadeira. Ao chegar ao novo destino, a fam\u00edlia sentiu a necessidade de produzir mais renda. Seguindo os passos de sua vizinha, a m\u00e3e de M\u00e1rcia decidiu iniciar sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A atividade come\u00e7ou de forma modesta, quando a menina tinha apenas nove anos. Constru\u00edram um po\u00e7o de bambu e, juntas, conseguiram produzir seus primeiros peixes. J\u00e1 na primeira produ\u00e7\u00e3o, as vendas animaram a fam\u00edlia, que com a renda, compraram lona para construir mais po\u00e7os para produzirem mais. Vendo o qu\u00e3o promissor era a atividade, o pai de M\u00e1rcia tamb\u00e9m se juntou a elas. Depois disso, a produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 cresceu.<\/p>\n<p>Seguindo o caminho tradicional, M\u00e1rcia chegou a iniciar a gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o, mas ap\u00f3s o primeiro per\u00edodo, desistiu do curso sob protestos de uma das professoras porque sentia saudade \u201cda ro\u00e7a\u201d. \u201cN\u00e3o me sinto inferior \u00e0s pessoas que estudam, pelo contr\u00e1rio, as parabenizo, mas me sinto muito realizada criando peixes. Hoje, com oito anos de casada, tenho coisas que meus pais, na minha idade, n\u00e3o tinham. Vivo confortavelmente e na ro\u00e7a. Minha casa \u00e9 boa, toda em cer\u00e2mica, tenho carro, uma moto e at\u00e9 uma bicicleta. Tenho tudo isso por causa dos peixes\u201d, celebra a produtora rural.<\/p>\n<p>Em Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, M\u00e1rcia conheceu Danilo Novaes de Paula, hoje com 31 anos, os dois se apaixonaram e est\u00e3o casados h\u00e1 oito anos. Desde 2015 os dois mant\u00eam sua pr\u00f3pria piscicultura numa propriedade cedida pelos pais do rapaz. Quando iniciaram a produ\u00e7\u00e3o, eles\u00a0tinham apenas um barrac\u00e3o, mas aos poucos foram construindo, o que se transformou em uma bela casa de tr\u00eas quartos, sala, dois banheiros, um lavabo, garagem e cozinha integrada com \u00e1rea de lazer com churrasqueira.<\/p>\n<p>J\u00e1 Danilo conta que o casal trabalha de domingo a domingo, por\u00e9m, na parte da manh\u00e3 por causa do calor da estufa. No domingo, os dois se levantam \u00e0s duas horas da madrugada para embalar os peixes que seguir\u00e3o para diversos estados brasileiros e at\u00e9 para fora do Brasil. A folga vem apenas ao meio dia.<\/p>\n<p>Danilo e M\u00e1rcia trabalham cerca de seis horas por dia. Os n\u00fameros, o casal n\u00e3o revela, mas o lucro \u00e9 de cerca de 60%.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de peixes ornamentais \u00e9 t\u00e3o vantajosa, que fez Marcelo da Silva Gouveia Filho, de 29 anos, natural de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, deixar o cargo p\u00fablico que tinha como funcion\u00e1rio da Transpetro, empresa p\u00fablica de transporte e log\u00edstica de combust\u00edveis. Hoje, ele \u00e9 formado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas e cursa uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mas dedica seus esfor\u00e7os na cria\u00e7\u00e3o de peixes ornamentais.<\/p>\n<p>Marcelo \u00e9 produtor rural h\u00e1 cerca de um ano e conta que \u00e9 poss\u00edvel iniciar a produ\u00e7\u00e3o com baixo investimento, mas optou por investir um pouco mais, com a constru\u00e7\u00e3o de estufas de alvenaria e lonas de melhor qualidade. Sua cria\u00e7\u00e3o foi estabelecida na propriedade de \u00cdria e Jos\u00e9 de Paula, seus sogros, que tamb\u00e9m criam peixes ornamentais. Os pais da esposa de Marcelo produzem peixes betta h\u00e1 20 anos e criaram sua filha com a renda dessa cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando pequena, minha filha sempre quis estudar, era um sonho que eu queria que ela realizasse porque eu s\u00f3 tenho o quarto ano prim\u00e1rio\u201d, conta \u00cdria F\u00e1tima de Oliveira, de 54 anos. Hoje, a filha da produtora \u00e9 formada e atua como advogada na cidade de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, a 10 quil\u00f4metros da propriedade da m\u00e3e, onde o marido cria seus peixes.<\/p>\n<p>A cidade de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9 \u00e9 conhecida como a capital nacional do peixe betta, esp\u00e9cie conhecida por ser um peixe de briga, devido \u00e0 sua agressividade contra outros peixes. A cria\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie \u00e9 feita, atualmente, em garrafas pet, que permitem que um animal n\u00e3o esteja em contato com o outro.<\/p>\n<p>Apesar de a cidade ser conhecida por esse tipo de peixe, h\u00e1 cria\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies. A propriedade de Cristiano Cunha de Paula \u00e9 um exemplo. L\u00e1, Cristiano produz, al\u00e9m do betta, esp\u00e9cies como o acar\u00e1, guppy e colisa. O produtor vende para todo o Brasil, com destaque para S\u00e3o Paulo e a regi\u00e3o Sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Cristiano come\u00e7ou a atividade em 2001, quando trabalhava como profissional de servi\u00e7os gerais em Patroc\u00ednio do Muria\u00e9. No in\u00edcio, ele era atravessador da produ\u00e7\u00e3o de um amigo e, percebendo a oportunidade, montou sua primeira estufa. Sua produ\u00e7\u00e3o era pequena e ele se dividia entre as duas atividades. Nos fins de semana, ao inv\u00e9s de se divertir, Cristiano trabalhava com os peixes. Com o crescimento da produ\u00e7\u00e3o, ele precisou da ajuda dos seus pais. Em pouco tempo, percebeu que poderia viver da piscicultura e pediu demiss\u00e3o do emprego. A pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o o permitiu melhorar sua estrutura. Hoje, ele tem estufas altamente tecnificadas, com material de ponta, muito mais resistente.<\/p>\n<p>O que se percebe na produ\u00e7\u00e3o dos peixes ornamentais \u00e9 a facilidade de manejo e a presen\u00e7a da agricultura familiar. Ainda que muitas das propriedades tenham uma grande estrutura, as pessoas de uma mesma fam\u00edlia trabalham juntamente com outros funcion\u00e1rios. Al\u00e9m disso, a atividade \u00e9 um legado cultural na regi\u00e3o, que se tornou t\u00e3o pr\u00f3spera gra\u00e7as a Paulo Braz, advogado que levou a novidade para a regi\u00e3o na d\u00e9cada de 80.<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros que impressionam<\/strong><\/p>\n<p>O polo produtor de peixes ornamentais \u00e9 compreendido pelos munic\u00edpios de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, Vieiras, Eugen\u00f3polis, Miradouro, Bar\u00e3o do Monte Alto, Muria\u00e9, Ros\u00e1rio da Limeira e S\u00e3o Francisco do Gl\u00f3ria. O \u00faltimo estudo, desenvolvido pelo Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais, campus Muria\u00e9, identificou 225 propriedades com cultivo de peixes ornamentais em sete munic\u00edpios pesquisados.<\/p>\n<p>O estudo comprovou que o maior n\u00famero de produtores de peixes ornamentais do polo est\u00e1 concentrado na cidade de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, seguido das cidades de Vieiras e S\u00e3o Francisco do Gl\u00f3ria. Al\u00e9m disso, 85% dos produtores entrevistados t\u00eam de 30 a 49 anos e 68% da m\u00e3o de obra empregada na produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o \u00e9 composta pelos pr\u00f3prios familiares.<\/p>\n<p>De acordo com as informa\u00e7\u00f5es obtidas pela pesquisa, no ano de 2021, a regi\u00e3o produziu quase 8 milh\u00f5es de exemplares de peixes ornamentais, gerando uma receita bruta de mais de R$ 10 milh\u00f5es. Essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 distribu\u00edda nos estados de Minas Gerais, seguido dos estados da Bahia, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Segundo os dados dessa pesquisa, somente no ano de 2021, a rentabilidade mensal foi de quase R$ 9 mil por hectare. O estudo tamb\u00e9m aponta que o potencial de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior, pois a atividade ainda \u00e9 carente de assist\u00eancia t\u00e9cnica especializada e faltam pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o setor.<\/p>\n<p>Percebendo a necessidade de apoio aos produtores e entendendo a import\u00e2ncia da atividade na regi\u00e3o, o Governo de Minas tem se mobilizado para instituir uma legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para a cadeia produtiva dos peixes ornamentais que hoje tem que seguir as normas da produ\u00e7\u00e3o dos peixes de corte. A iniciativa, que partiu da Secretaria de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria (IMA) em conjunto com a Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig), vinculados \u00e0 Seapa, teve in\u00edcio com uma visita t\u00e9cnica \u00e0 regi\u00e3o no ano de 2023.<\/p>\n<p>Como a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 antiga na regi\u00e3o, IMA e Epamig j\u00e1 desenvolvem um trabalho conjunto: o IMA cuidando das quest\u00f5es de sanidade e a Epamig com pesquisas diversas de manejo, reprodu\u00e7\u00e3o e qualidade da \u00e1gua, em sua fazenda experimental, na cidade de Leopoldina. \u201cA parceria IMA e Epamig traz apoio ao produtor e melhoramento da produ\u00e7\u00e3o\u201d, conta Alexmiliano de Oliveira, pesquisador em piscicultura da Epamig.<\/p>\n<p><strong>Legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<p>O grupo de munic\u00edpios produtores de peixes ornamentais se juntou a \u00f3rg\u00e3os do Governo de Minas para definir uma legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e estudar melhores pr\u00e1ticas para esta cultura. Maria Jos\u00e9 Firmo, coordenadora regional do IMA em Vi\u00e7osa, \u00e9 uma representante do poder p\u00fablico no grupo e entusiasta da cadeia produtiva dos peixes ornamentais. \u201cAtualmente todo produtor de peixe ornamental deve ser registrado no IMA e seguir a legisla\u00e7\u00e3o vigente, mas \u00e9 urgente termos uma legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para este fim. J\u00e1 temos uma comiss\u00e3o formada por nossos t\u00e9cnicos e especialistas da \u00e1rea para formular uma portaria que regule esta produ\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante para nossa regi\u00e3o\u201d, diz a m\u00e9dica veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o deste ano, a coordenadora do IMA organizou uma reuni\u00e3o com mais de dez distribuidores de peixes ornamentais da regi\u00e3o que, segundo eles pr\u00f3prios, s\u00e3o respons\u00e1veis por 95% da distribui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o comercializada no pa\u00eds. \u201cQueremos preservar a produ\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria envolvida na atividade, agregando valor \u00e0 regi\u00e3o, que tem fam\u00edlias que dependem desse ramo\u201d, revela Maria Jos\u00e9.<\/p>\n<p>Ainda segundo a fiscal agropecu\u00e1rio, \u00e9 importante que um \u00f3rg\u00e3o fiscalizador, como o IMA, esteja pr\u00f3ximo do produtor para entender melhor a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o dos peixes e, assim, identificar pontos de risco sanit\u00e1rio e preservar a atividade. Ela ainda conta que a cadeia produtiva recebe muito bem a iniciativa do \u00f3rg\u00e3o, apesar de saber que h\u00e1 penalidades, caso a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja cumprida.<\/p>\n<p>Maria Jos\u00e9 ressalta a diferen\u00e7a entre o peixe de corte, aquele que \u00e9 destinado ao consumo, e os peixes ornamentais, que apenas embelezam os ambientes. \u201cA nova legisla\u00e7\u00e3o vai proporcionar aos produtores um prazo para adequa\u00e7\u00e3o de suas atividades, antes da aplica\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es legais\u201d, garante a coordenadora.<\/p>\n<p>Ainda em mar\u00e7o deste ano, o IMA lan\u00e7ar\u00e1 consulta p\u00fablica sobre a nova portaria, uma oportunidade de a sociedade conhecer o que est\u00e1 sendo proposto pelo governo e opinar a respeito. A expectativa \u00e9 que a nova legisla\u00e7\u00e3o seja publicada ainda no primeiro semestre de 2024.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relacionadas \u201cHoje tudo o que eu tenho \u00e9 gra\u00e7as \u00e0 piscicultura\u201d. Este \u00e9 o depoimento de Cristiano Cunha de Paula, de 45 anos, da cidade de Patroc\u00ednio do Muria\u00e9, na Zona da Mata mineira, mas \u00e9 uma frase recorrente ao ouvir os produtores da regi\u00e3o. Poucos sabem, mas Minas Gerais \u00e9 respons\u00e1vel por 70% da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-19534","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19534\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}