{"id":21299,"date":"2024-04-15T11:45:57","date_gmt":"2024-04-15T14:45:57","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/04\/15\/dua-faz-shows-gratuitos-para-celebrar-raizes-da-musica-regional\/"},"modified":"2024-04-15T11:45:57","modified_gmt":"2024-04-15T14:45:57","slug":"dua-faz-shows-gratuitos-para-celebrar-raizes-da-musica-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/04\/15\/dua-faz-shows-gratuitos-para-celebrar-raizes-da-musica-regional\/","title":{"rendered":"DUA faz shows gratuitos para celebrar ra\u00edzes da m\u00fasica regional"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p><b\/><br \/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                <span style=\"font-weight: bold;\">Funda\u00e7\u00e3o Cultural Cassiano Ricardo<\/span><\/p>\n<p>Voc\u00ea sabe o que a m\u00fasica produzida em bairros da zona rural de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos tem a ver com as tradi\u00e7\u00f5es musicais venezuelanas, argentinas, colombianas e peruanas?<\/p>\n<p>S\u00e3o essas curiosas similaridades que o p\u00fablico poder\u00e1 conferir no espet\u00e1culo gratuito \u201cTodas as vozes: um rito musical para a terra\u201d, do grupo DUA, que far\u00e1 uma mini turn\u00ea por S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, com a participa\u00e7\u00e3o dos mestres e mestras da cultura popular Ana Maria Carvalho, Deo Lopes, Jongo Mistura da Ra\u00e7a e outros artistas que ser\u00e3o apresentados ao longo da temporada.<\/p>\n<p>O primeiro show ser\u00e1 durante o evento Macambada Reunida, no pr\u00f3ximo s\u00e1bado (20), \u00e0s 18h, com participa\u00e7\u00e3o de Ana Maria Carvalho.<\/p>\n<p>Outras datas confirmadas s\u00e3o 1\u00ba de junho, \u00e0s 16h, com participa\u00e7\u00e3o do Mestre Laudeni (Jongo Mistura da Ra\u00e7a), na pra\u00e7a de S\u00e3o Francisco Xavier, e 6 de julho, \u00e0s 15h30, com participa\u00e7\u00e3o de Deo Lopes, no Parque Lambari (Campos de S\u00e3o Jos\u00e9).<\/p>\n<p>Realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura, da Prefeitura de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, e apoio da FCCR (Funda\u00e7\u00e3o Cultural Cassiano Ricardo), \u201cTodas as vozes: um rito musical para a terra\u201d tece di\u00e1logos entre o Vale do Para\u00edba, a Serra da Mantiqueira e outras culturas musicais latino-americanas, como a das tonadas venezuelanas, zambas e chacareiras argentinas, cumbias colombianas e o folclore negro do Peru.<\/p>\n<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\"><strong>Distrito<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Nascido no distrito joseense de S\u00e3o Francisco Xavier, DUA \u00e9 o encontro entre Maria Luana (Uruguai) e Bruna Prado (Brasil), musicistas dedicadas \u00e0 pesquisa do folclore latino-americano que moram no distrito joseense e se encantaram com o legado da m\u00fasica local. Sim, a cidade conhecida pela inova\u00e7\u00e3o e tecnologia, a capital nacional do avi\u00e3o, tem uma rica hist\u00f3ria musical preservada especialmente em bairros perif\u00e9ricos e seus distritos, nos quais a comunidade a mant\u00e9m viva!<\/p>\n<p>Juntas, Bruna e Luana exploram as vocalidades presentes em diversos g\u00eaneros de can\u00e7\u00e3o de origem rural, suas estruturas r\u00edtmicas e o canto a duas vozes, acompanhadas de viol\u00e3o e percuss\u00e3o, e priorizando letras que t\u00eam como tem\u00e1tica a terra, seus ciclos e os ritos que envolvem a rela\u00e7\u00e3o entre a coletividade humana e os ciclos da natureza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse elo da \u201cterra\u201d entre as musicalidades, as artistas logo perceberam outras semelhan\u00e7as. \u201cAs aberturas de vozes, os temas tratados nas letras, a presen\u00e7a dos tambores graves e do viol\u00e3o s\u00e3o alguns desses elementos\u201d, enumera Bruna, revelando que o espet\u00e1culo ir\u00e1 contar com cen\u00e1rio e figurino criados pela artista pl\u00e1stica Juliana Strzygowski, inspirados em elementos do artesanato local, como cestos de taboa e redes de pesca, e no imagin\u00e1rio que permeia as can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\">Repert\u00f3rio dos shows<\/span><\/p>\n<p>Para a constru\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio, a dupla trabalhou em cima de pesquisa musical preliminar feita pela produtora Patricia Ioco, que atua no Vale do Para\u00edba h\u00e1 25 anos. Depois, partiram a campo em trabalho de escuta e consulta a mestres locais de cultura popular \u2013 cancioneiros, violeiros, mestres de jongo e artes\u00e3os \u2013, al\u00e9m de casas de cultura e documentos no Museu do Folclore de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Os shows trar\u00e3o m\u00fasicas de Miriam Cris, Rialcim, Deo Lopes, Nilton Blau, Ana Maria Carvalho, Trem da Vira\u00e7\u00e3o, Ari da Rabeca, Quinzinho da Viola e Adriana Mudat, al\u00e9m de can\u00e7\u00f5es em espanhol de Atahualpa Yupanqui, Jorge Fandermole e Armando Tejada Gomez.<\/p>\n<p>\u00c9 desafio do espet\u00e1culo aproximar o canto \u00e0s origens, apresentar as can\u00e7\u00f5es de forma oral e, a partir da condu\u00e7\u00e3o das artistas, trazer o p\u00fablico para dentro das obras, experimentando sonoridades e transformando o espet\u00e1culo em um rito, onde todos cantam, dan\u00e7am e celebram juntos, \u00e0 maneira dos festejos populares.<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\">O encanto do Vale do Para\u00edba<\/span><\/p>\n<p>Nascida no Uruguai, Maria Luana passou por cidades de diferentes pa\u00edses at\u00e9 chegar ao bairro dos Souzas, em Monteiro Lobato, antes da pandemia. Voltou para a regi\u00e3o no ano passado, se instalando em S\u00e3o Francisco Xavier. \u201cMe apaixonei pelo lugar, meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 aqui e vejo como um bom local para criar ra\u00edzes\u201d, se declara.<\/p>\n<p>Luana lembra que quando veio pela primeira vez \u00e0 regi\u00e3o, se deparou com um cen\u00e1rio musical que trazia diferen\u00e7as e tamb\u00e9m afinidades com a bagagem art\u00edstica com que teve contato, como as men\u00e7\u00f5es ao campo, t\u00e3o comum nas letras, e o formato voz e viol\u00e3o, fortes tamb\u00e9m no Uruguai. Mas ela ressalta que foi somente ao longo do projeto que passou a conhecer de verdade essa cultura local. \u201cA gente procurou criar uma rela\u00e7\u00e3o com a comunidade. O foco \u00e9 conhecer e conviver com as pessoas, falar da vida, tomar um caf\u00e9 com elas. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o humana de afeto, e a m\u00fasica \u00e9 uma consequ\u00eancia dessa conex\u00e3o e respeito \u00e0 cultura inerente a cada um.\u201d<\/p>\n<p>Durante essa aproxima\u00e7\u00e3o, elas notaram novas influ\u00eancias que d\u00e3o uma cara ainda mais criativa ao cen\u00e1rio musical de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, cidade conhecida por abrigar pessoas de diferentes localidades ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cA cultura de todos os lugares \u00e9 formada pela mistura da cultura das pessoas, e percebemos isso em S\u00e3o Jos\u00e9, que tem muita diversidade. O Jongo Mistura da Ra\u00e7a, por exemplo, veio do Rio; a Miriam Violeira, de Minas; a Ana Maria Carvalho, do Maranh\u00e3o\u201d, opina Bruna, que vive h\u00e1 tr\u00eas anos e meio em S\u00e3o Francisco Xavier.<\/p>\n<p>\u201cOs cantos e ritmos ancestrais nos conectam direto com a fonte, carregam tanta sabedoria, e me trazem essa sensa\u00e7\u00e3o de estar reconectando com a origem da exist\u00eancia, com o divino, com Deus, enfim, o nome que quisermos dar. Quando tivemos essa ideia de nos conectar com este territ\u00f3rio que nos acolhe, e com a sua m\u00fasica, as suas can\u00e7\u00f5es, senti essa mesma emo\u00e7\u00e3o, essa emo\u00e7\u00e3o de reconectar com a origem e energia que estas montanhas carregam, \u00e9 isso \u00e9 muito especial \u201d, diz Luana.<\/p>\n<p>As pesquisadoras tamb\u00e9m identificaram tra\u00e7os marcantes dessa m\u00fasica rural joseense, como a viola caipira, influ\u00eancias da Folia de Reis, figureiras e da cultura afro-brasileira, entre outros.<\/p>\n<p>\u201cAdoro misturas musicais, ro\u00e7a e cidade. Eu e a Bruna somos um pouco isso, mulheres urbanas que valorizam, honram e se conectam com povos origin\u00e1rios. Em algumas m\u00fasicas, fizemos arranjos mais parecidos com o original, mas em outras temos experimentos, uso de instrumentos africanos como a kalimba, o bombo leg\u00fcero (tambor argentino). \u00c9 um di\u00e1logo entre o nosso universo sonoro e o dos compositores\u201d.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Jos\u00e9 ser\u00e3o gratuitas, com indica\u00e7\u00e3o livre e ter\u00e3o tradu\u00e7\u00e3o em Libras. Ser\u00e3o registradas em fotos e v\u00eddeos que servir\u00e3o de material para um minidocument\u00e1rio sobre a pesquisa e a turn\u00ea, que ficar\u00e1 dispon\u00edvel para acesso livre e gratuito em canal do Youtube e p\u00e1ginas do projeto.<\/p>\n<\/p>\n<p><span class=\"intertitulo\">Servi\u00e7o<\/span><\/p>\n<p>Espet\u00e1culo \u201cTodas as vozes: um rito musical para a terra\u201d<\/p>\n<p>&#8211; Dia 20 de abril, \u00e0s 18h, com participa\u00e7\u00e3o de Ana Maria Carvalho, na programa\u00e7\u00e3o do evento Macambada Reunida (Travessa Sebasti\u00e3o Lino da Costa, 955, Bairro dos Freitas \u2013 Morro do Carrapato)<\/p>\n<p>&#8211; Dia 1\u00ba de junho, \u00e0s 16h, com participa\u00e7\u00e3o do Mestre Laudeni (Jongo Mistura da Ra\u00e7a), na pra\u00e7a de S\u00e3o Francisco Xavier<\/p>\n<p>&#8211; Dia 6 de julho, \u00e0s 15h30, com participa\u00e7\u00e3o de Deo Lopes, no Parque Lambari (Campos de S\u00e3o Jos\u00e9)<\/p>\n<p>Confira datas futuras na p\u00e1gina do projeto no Instagram: @todasasvozes_dua<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                        <strong>MAIS NOT\u00cdCIAS<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\n                        Funda\u00e7\u00e3o Cultural Cassiano Ricardo&#13;\n                    <\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#13; &#13; Funda\u00e7\u00e3o Cultural Cassiano Ricardo Voc\u00ea sabe o que a m\u00fasica produzida em bairros da zona rural de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos tem a ver com as tradi\u00e7\u00f5es musicais venezuelanas, argentinas, colombianas e peruanas? 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