{"id":22748,"date":"2024-05-26T10:21:35","date_gmt":"2024-05-26T13:21:35","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/05\/26\/fapesp-mensagens-de-whatsapp-ajudam-idosos-atendidos-pelo-sus-a-sair-da-depressao\/"},"modified":"2024-05-26T10:21:35","modified_gmt":"2024-05-26T13:21:35","slug":"fapesp-mensagens-de-whatsapp-ajudam-idosos-atendidos-pelo-sus-a-sair-da-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/05\/26\/fapesp-mensagens-de-whatsapp-ajudam-idosos-atendidos-pelo-sus-a-sair-da-depressao\/","title":{"rendered":"Fapesp: mensagens de WhatsApp ajudam idosos atendidos pelo SUS a sair da depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/51722.jpg\" \/><\/p>\n<div id=\"\">&#13;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5889542\" style=\"width: 100%;max-width: 1000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ensaio cl\u00ednico randomizado envolveu 603 participantes com idade superior a 60 anos, registrados em 24 cl\u00ednicas de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do SUS<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O WhatsApp pode ser um recurso poderoso para ultrapassar a barreira da solid\u00e3o. E contribuir positivamente para a melhoria de quadros de depress\u00e3o em idosos. Foi o que mostrou um estudo realizado com usu\u00e1rios de Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS) do munic\u00edpio de Guarulhos, vizinho \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo. A pesquisa, realizada por <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Marcia Scazufca<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e colaboradores, foi <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">publicada<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> no peri\u00f3dico <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nature Medicine<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Scazufca \u00e9 professora na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP) e pesquisadora cient\u00edfica no Hospital das Cl\u00ednicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNosso ensaio cl\u00ednico, randomizado e controlado, envolveu 603 participantes com idade superior a 60 anos, registrados em 24 cl\u00ednicas de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria [UBS] do Sistema \u00danico de Sa\u00fade [SUS], que apresentavam sintomas depressivos significativos. Os participantes foram distribu\u00eddos aleatoriamente em dois grupos. O grupo de interven\u00e7\u00e3o, com 298 participantes, recebeu, por meio do programa \u2018Viva a Vida\u2019, mensagens de WhatsApp duas vezes por dia, quatro dias por semana, durante seis semanas, com conte\u00fados de educa\u00e7\u00e3o sobre depress\u00e3o e ativa\u00e7\u00e3o comportamental. O grupo-controle, com 305 pessoas, recebeu uma \u00fanica mensagem de car\u00e1ter educacional. Nenhum dos grupos teve suporte de profissionais de sa\u00fade\u201d, conta a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A m\u00e9dia et\u00e1ria dos participantes era de 65,1 anos. E a distribui\u00e7\u00e3o por sexos foi de 74,8%, para mulheres, e 25,2%, para homens. Scazufca informa que, dos 603 participantes inscritos, 527 (87,4%) completaram a avalia\u00e7\u00e3o de seguimento. No grupo de interven\u00e7\u00e3o, 42,4% dos participantes apresentaram melhoria nos sintomas depressivos. J\u00e1 no grupo-controle, a melhoria foi significativamente menor, de 32,2%. \u201cEste resultado sugere que a interven\u00e7\u00e3o por mensagens m\u00f3veis foi eficaz no tratamento de curto prazo da depress\u00e3o em idosos em \u00e1reas com recursos limitados de sa\u00fade\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ferramenta de triagem empregada para selecionar os participantes foi o PHQ-9 (sigla em ingl\u00eas para <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Patient Health Questionnaire-9<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ou Question\u00e1rio de Sa\u00fade do Paciente-9), amplamente utilizado e validado para avaliar a presen\u00e7a e gravidade dos sintomas de depress\u00e3o. O PHQ-9 utiliza uma escala de 0 a 27, assim dividida: 0 a 4, aus\u00eancia de depress\u00e3o; 5 a 9, depress\u00e3o leve; 10 a 14, depress\u00e3o moderada; 15 a 19, depress\u00e3o moderadamente grave; 20 a 27, depress\u00e3o grave. Quanto maior a pontua\u00e7\u00e3o, maior a gravidade dos sintomas depressivos. \u201cConvidamos para participar todas as pessoas que tiveram pontua\u00e7\u00e3o dez ou mais na avalia\u00e7\u00e3o inicial. Nossa amostra inclui, portanto, desde portadores de depress\u00e3o moderada at\u00e9 portadores de depress\u00e3o grave\u201d, afirma a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O programa recebeu o nome de \u201cViva a Vida\u201d. E, considerando o ainda baixo \u00edndice de alfabetiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o idosa de baixa renda, os comunicados enviados \u00e0s pessoas do grupo de interven\u00e7\u00e3o eram mensagens de voz, de tr\u00eas minutos de dura\u00e7\u00e3o, ou imagens. N\u00e3o havia mensagens de texto. E os pesquisadores tomaram o cuidado de usar uma linguagem de f\u00e1cil compreens\u00e3o, baseada no modelo dos programas de r\u00e1dio mais populares. Dois artistas, a Ana e o L\u00e9o, liam alternadamente as mensagens, que evolu\u00edram de frases educacionais sobre depress\u00e3o a incentivos \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o do comportamento e alertas de preven\u00e7\u00e3o de reca\u00edda (alguns exemplos podem ser conferidos no final da reportagem).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA diferen\u00e7a de pouco mais de dez pontos entre a melhoria dos participantes do grupo de interven\u00e7\u00e3o e dos participantes do grupo-controle talvez pare\u00e7a pequena, mas, considerando que o programa \u2018Viva a Vida\u2019 tem um custo extremamente baixo e o potencial de alcan\u00e7ar uma enorme faixa da popula\u00e7\u00e3o, esses 10% podem significar milh\u00f5es de pessoas. Al\u00e9m disso, o \u2018Viva a Vida\u2019 deve ser visto como um primeiro passo, que pode vir a ser combinado com outras formas de interven\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso dizer que a grande maioria das pessoas que participaram n\u00e3o recebia antes nenhum tratamento para depress\u00e3o. Nem estavam diagnosticadas como portadoras desse quadro\u201d, argumenta Scazufca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E acrescenta que o resultado \u00e9 especialmente relevante em um pa\u00eds de baixa e m\u00e9dia renda, como o Brasil, onde a popula\u00e7\u00e3o idosa est\u00e1 crescendo rapidamente e os recursos de sa\u00fade mental s\u00e3o frequentemente escassos. O baixo custo e a f\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o do programa fazem com que ele possa ser replicado tamb\u00e9m em outros pa\u00edses, de condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas semelhantes ou ainda mais prec\u00e1rias, onde o acesso a tratamentos convencionais \u00e9 limitado ou inexistente. \u201cA continuidade desse tipo de pesquisa poder\u00e1 fortalecer ainda mais as evid\u00eancias para a implementa\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es digitais em sa\u00fade mental, expandindo o alcance do tratamento psicossocial em um contexto global\u201d, enfatiza a pesquisadora.<\/span><\/p>\n<p>O estudo recebeu suporte financeiro da Fapesp por meio de diferentes modalidades de apoio concedidas aos v\u00e1rios integrantes da equipe.<\/p>\n<p>Siga o canal \u201cGoverno de S\u00e3o Paulo\u201d no WhatsApp:<br \/>https:\/\/bit.ly\/govspnozap<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#13; Ensaio cl\u00ednico randomizado envolveu 603 participantes com idade superior a 60 anos, registrados em 24 cl\u00ednicas de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do SUS O WhatsApp pode ser um recurso poderoso para ultrapassar a barreira da solid\u00e3o. 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