{"id":26068,"date":"2024-08-14T16:58:36","date_gmt":"2024-08-14T19:58:36","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/08\/14\/ses-confirma-primeiro-caso-autoctone-de-febre-oropouche-em-mato-grosso-do-sul-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/"},"modified":"2024-08-14T16:58:36","modified_gmt":"2024-08-14T19:58:36","slug":"ses-confirma-primeiro-caso-autoctone-de-febre-oropouche-em-mato-grosso-do-sul-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2024\/08\/14\/ses-confirma-primeiro-caso-autoctone-de-febre-oropouche-em-mato-grosso-do-sul-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"SES confirma primeiro caso aut\u00f3ctone de Febre Oropouche em Mato Grosso do Sul \u2013 Ag\u00eancia de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A SES (Secretaria de Estado da Sa\u00fade), por meio da Coordenadoria de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica, atrav\u00e9s da Ger\u00eancia de Doen\u00e7as End\u00eamicas, confirmou nesta quarta-feira (14) um caso de Febre do Oropouche aut\u00f3ctone em Mato Grosso do Sul. O caso foi registrado em abril. O indiv\u00edduo, homem de 52 anos, reside em Itapor\u00e3 e j\u00e1 est\u00e1 recuperado.<\/p>\n<p>Conforme a gerente t\u00e9cnica estadual de Doen\u00e7as End\u00eamicas da SES, J\u00e9ssica Klener Lemos dos Santos, desde a notifica\u00e7\u00e3o do primeiro caso importado positivo no Estado, em junho, uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es complementares foram desenvolvidas em conjunto com os munic\u00edpios, como sistematizar as informa\u00e7\u00f5es dos casos suspeitos e confirmados (deslocamentos, sintomas, quadro cl\u00ednico etc.), coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Lacen (Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica de Mato Grosso do Sul), com o objetivo de fortalecer a vigil\u00e2ncia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os casos aut\u00f3ctones s\u00e3o aqueles que t\u00eam origem no local em que foi feito o diagn\u00f3stico. &#8220;A transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone significa que o caso diagnosticado teve sua origem no mesmo local de resid\u00eancia do indiv\u00edduo. A doen\u00e7a n\u00e3o foi trazida por pessoas de fora como no caso anterior, est\u00e1 acontecendo na pr\u00f3pria regi\u00e3o&#8221;, explica J\u00e9ssica.<\/p>\n<p><strong>Caso registrado<\/strong><\/p>\n<p>O indiv\u00edduo de 52 anos procurou unidade de sa\u00fade em 04 de abril, no munic\u00edpio de Itapor\u00e3, relatando sintomas de cefaleia e mialgia. A amostra de sangue foi coletada no dia 5 do mesmo m\u00eas e enviada ao Lacen (Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica), sendo o resultado negativo para ZDC (Dengue, Zika e Chikungunya).<\/p>\n<p>No dia 21 de julho, como parte dos esfor\u00e7os implementados ap\u00f3s o diagn\u00f3stico do primeiro caso em MS, a amostra coletada foi submetida a estrat\u00e9gia de detec\u00e7\u00e3o guarda-chuva, tendo resultado positivo para a arbovirose Oropouche.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o, a Vigil\u00e2ncia Municipal realizou uma busca ativa para a coleta de mais informa\u00e7\u00f5es a respeito do caso, como: hist\u00f3rico de viagem, se adentrou em \u00e1rea de mata ou recebeu visitas de pessoas que tenham viajado. Depois da investiga\u00e7\u00e3o finalizada e com todas as respostas negativas para os questionamentos, fechou-se o relat\u00f3rio com o apontamento de transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 motivo para p\u00e2nico da popula\u00e7\u00e3o, a confirma\u00e7\u00e3o do caso com transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone veio atrav\u00e9s da s\u00e9rie de medidas implementadas pelo Estado para vigil\u00e2ncia da arbovirose. Desde junho, 818 amostras que deram negativo para o protocolo ZDC foram testadas pelo LACEN e apenas duas apresentaram o resultado positivo\u201d, refor\u00e7a J\u00e9ssica.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 Febre Oropouche?<\/strong><\/p>\n<p>A Febre do Oropouche \u00e9 uma doen\u00e7a causada por um arbov\u00edrus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. Desde ent\u00e3o, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Tamb\u00e9m j\u00e1 foram relatados casos e surtos em outros pa\u00edses das Am\u00e9ricas Central e do Sul (Panam\u00e1, Argentina, Bol\u00edvia, Equador, Peru e Venezuela).<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 transmitida?<\/strong><\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o da Febre Oropouche \u00e9 feita principalmente por vetores. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o v\u00edrus permanece no sangue do vetor por alguns dias. Quando esse pica outra pessoa saud\u00e1vel, pode transmitir o v\u00edrus para ela.<\/p>\n<p>Existem dois tipos de ciclos de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a:<\/p>\n<p><strong>Ciclo Silvestre:<\/strong> Nesse ciclo, os animais como bichos-pregui\u00e7a e macacos s\u00e3o os hospedeiros do v\u00edrus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-p\u00f3lvora, \u00e9 considerado o principal transmissor nesse ciclo.<\/p>\n<p><strong>Ciclo Urbano:<\/strong> Nesse ciclo, os humanos s\u00e3o os principais hospedeiros do v\u00edrus. O mosquito Culicoides paraenses tamb\u00e9m \u00e9 o vetor principal.<\/p>\n<p><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n<p>Os sintomas da Febre do Oropouche s\u00e3o parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabe\u00e7a, dor muscular, dor nas articula\u00e7\u00f5es, n\u00e1usea e diarreia. N\u00e3o existe tratamento espec\u00edfico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintom\u00e1tico, hidrata\u00e7\u00e3o e acompanhamento da rede de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Casos no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil tem observado um grande aumento do n\u00famero de casos de Febre Oropouche. De acordo com o \u00faltimo boletim do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, j\u00e1 s\u00e3o 7.653 casos em 2024 com dois \u00f3bitos relacionados a Oropouche. Em 2023, foram 831 casos.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 similar aos casos de dengue, que a popula\u00e7\u00e3o, ao observar os sintomas, procure por uma unidade de sa\u00fade.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tratamento espec\u00edfico dispon\u00edvel. As medidas de preven\u00e7\u00e3o consistem em evitar \u00e1reas com a presen\u00e7a de maruins ou minimizar a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s picadas dos vetores, seja por meio de recursos de prote\u00e7\u00e3o individual (uso de roupas compridas e de sapatos fechados) ou coletiva (limpeza de terrenos e de locais de cria\u00e7\u00e3o de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo, uso de telas de malha fina em portas e janelas).<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\">Nota Informativa &#8211; Febre Oropouche<\/span><\/p>\n<p><em>Marcus Moura, Comunica\u00e7\u00e3o SES<\/em><br \/><em>*Com informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/em><br \/><em>Imagem ilustrativa<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A SES (Secretaria de Estado da Sa\u00fade), por meio da Coordenadoria de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica, atrav\u00e9s da Ger\u00eancia de Doen\u00e7as End\u00eamicas, confirmou nesta quarta-feira (14) um caso de Febre do Oropouche aut\u00f3ctone em Mato Grosso do Sul. 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