{"id":37155,"date":"2025-05-18T15:42:40","date_gmt":"2025-05-18T18:42:40","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/05\/18\/um-espelho-da-alma-corumbaense-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/"},"modified":"2025-05-18T15:42:40","modified_gmt":"2025-05-18T18:42:40","slug":"um-espelho-da-alma-corumbaense-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/05\/18\/um-espelho-da-alma-corumbaense-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"um espelho da alma corumbaense \u2013 Ag\u00eancia de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Corumb\u00e1, cidade centen\u00e1ria e fronteiri\u00e7a de Mato Grosso do Sul, se transformou em palco de uma celebra\u00e7\u00e3o que transcende fronteiras. H\u00e1 18 edi\u00e7\u00f5es, o Festival Am\u00e9rica do Sul (FAS) reverbera pelas ruas hist\u00f3ricas, pra\u00e7as e centros culturais da cidade, aproximando povos, l\u00ednguas e express\u00f5es art\u00edsticas de todo o continente.<\/p>\n<p>Para os corumbaenses, o evento se tornou muito mais que um festival: \u00e9 s\u00edmbolo de pertencimento, orgulho e transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Profissional do turismo e profundo conhecedor da cidade, Luiz Ricardo Juli\u00e3o Rocha resume o sentimento coletivo. \u201c\u00c9 um momento bacana pra n\u00f3s porque a gente aprende muita coisa com o festival. Como tem todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul aqui presentes, a gente acaba se reconhecendo. A arte est\u00e1 na rua, est\u00e1 nos estandes, na dan\u00e7a, na m\u00fasica, e a gente consegue saborear essa cultura com o festival de forma mais direta. Ele renova o olhar das pessoas, provoca esse olhar de respeito e carinho pela nossa cultura e pela cultura da Am\u00e9rica do Sul\u201d, salienta.<\/p>\n<\/p>\n<p>O FAS, que ao longo dos anos se consolidou como um dos maiores eventos multiculturais do pa\u00eds, movimenta n\u00e3o apenas a economia e o turismo da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m desperta um senso de identidade e autoestima cultural entre os moradores. Aline Esp\u00edrito Santo, bailarina do Instituto Moinho Cultural, cresceu junto com o festival. Para ela, o evento \u00e9 motor de sonhos e oportunidades.<\/p>\n<p>\u201cEu vivo o Am\u00e9rica do Sul desde muito nova e esse meio \u00e9 muito rico em dan\u00e7a, m\u00fasica, teatro. Eu consegui acessar muitos artistas super consolidados, super experientes, desde cedo. Ver o Festival Am\u00e9rica do Sul t\u00e3o potente em 2025, lan\u00e7ando tanta coisa, como a Orquestra Am\u00e9rica do Sul com um m\u00fasico de cada pa\u00eds, j\u00e1 nos faz sonhar. Eu j\u00e1 estou sonhando com uma companhia de dan\u00e7a sul-americana tamb\u00e9m, para que a gente se encontre e dance com a Orquestra em cada festival. Eu n\u00e3o vejo mais a cidade de Corumb\u00e1 sem o Festival Am\u00e9rica do Sul\u201d.<\/p>\n<p>Nas escolas, o impacto tamb\u00e9m \u00e9 not\u00e1vel. Para a professora Yasmim Natany, o acesso gratuito ao evento \u00e9 uma poderosa ferramenta pedag\u00f3gica. Ela destaca como o festival amplia horizontes e conecta as crian\u00e7as \u00e0 pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n<p>\u201cEu vejo o Festival como uma porta ampla de cultura. Tem crian\u00e7as que n\u00e3o t\u00eam acesso a tudo isso e o festival Am\u00e9rica do Sul, por ser gratuito, amplia o conhecimento delas. Estamos trabalhando com hist\u00f3rias que as crian\u00e7as daqui da localidade ainda n\u00e3o conheciam e elas est\u00e3o encantadas com tudo o que est\u00e1 acontecendo aqui.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m da arte e da educa\u00e7\u00e3o, o festival promove encontros afetivos e familiares. Soely Gonzales, dona de casa com ra\u00edzes no Paraguai, emociona-se ao falar sobre a integra\u00e7\u00e3o vivida durante os dias do evento. \u201cN\u00f3s temos acesso \u00e0 Bol\u00edvia e ao Paraguai, mas muitas vezes n\u00e3o conhecemos outras culturas como a do Chile ou da Col\u00f4mbia. Aqui a gente est\u00e1 conhecendo todos os talentos. Estou aproveitando tudo desde o primeiro dia, porque conhecimento \u00e9 a melhor coisa que existe\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p><b>Integra\u00e7\u00e3o e cultura de paz<\/b><\/p>\n<p>M\u00e1rcia Rolon, diretora-executiva e fundadora do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, relembra a trajet\u00f3ria entrela\u00e7ada entre a institui\u00e7\u00e3o e o festival.<\/p>\n<p>\u201cO Moinho Cultural Sul-Americano nasceu com o Festival Am\u00e9rica do Sul e temos caminhado juntos. Estamos na periferia do Brasil e no cora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica latina e acaba sendo mais dif\u00edcil chegar at\u00e9 aqui. Ent\u00e3o o Festival \u00e9 um momento de integra\u00e7\u00e3o total entre as culturas e tamb\u00e9m um momento para nos alimentarmos delas. \u00c9 um exemplo de interc\u00e2mbio, de uni\u00e3o e cultura de paz para todas as fronteiras. Este n\u00e3o \u00e9 um festival s\u00f3 para Corumb\u00e1, mas sim para toda a Am\u00e9rica do Sul. Tem uma frase ind\u00edgena que utilizamos muito aqui no Moinho que diz: o passado est\u00e1 na frente, o futuro est\u00e1 na gente. Ent\u00e3o a gente faz o futuro aqui e agora\u201d.<\/p>\n<p>Corumb\u00e1, com sua arquitetura colonial, seu povo caloroso e sua voca\u00e7\u00e3o cultural, encontrou no Festival Am\u00e9rica do Sul um espelho onde se reconhece como parte de um continente. Cada edi\u00e7\u00e3o renova essas conex\u00f5es, entre a tradi\u00e7\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o, entre o passado e o futuro.<\/p>\n<p>Em tempos em que as fronteiras parecem querer se erguer novamente, o Festival Am\u00e9rica do Sul as dissolve em arte, m\u00fasica e afeto. Para os corumbaenses, ele \u00e9 mais do que um evento: \u00e9 um elo vivo entre culturas e gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/p>\n<p><i>D\u00e9bora Bordin, Ascom FAS 2025<br \/><\/i><i>Foto destaque: Ricardo Gomes\/Ascom FAS 2025<\/i><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corumb\u00e1, cidade centen\u00e1ria e fronteiri\u00e7a de Mato Grosso do Sul, se transformou em palco de uma celebra\u00e7\u00e3o que transcende fronteiras. H\u00e1 18 edi\u00e7\u00f5es, o Festival Am\u00e9rica do Sul (FAS) reverbera pelas ruas hist\u00f3ricas, pra\u00e7as e centros culturais da cidade, aproximando povos, l\u00ednguas e express\u00f5es art\u00edsticas de todo o continente. 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