{"id":39577,"date":"2025-07-08T08:16:04","date_gmt":"2025-07-08T11:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/07\/08\/pantanal-tera-plano-de-fortalecimento-em-mato-grosso-do-sul-para-todas-as-cadeias-pecuarias\/"},"modified":"2025-07-08T08:16:04","modified_gmt":"2025-07-08T11:16:04","slug":"pantanal-tera-plano-de-fortalecimento-em-mato-grosso-do-sul-para-todas-as-cadeias-pecuarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/07\/08\/pantanal-tera-plano-de-fortalecimento-em-mato-grosso-do-sul-para-todas-as-cadeias-pecuarias\/","title":{"rendered":"Pantanal ter\u00e1 plano de fortalecimento em Mato Grosso do Sul para todas as cadeias pecu\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A atividade pecu\u00e1ria que existe h\u00e1 300 anos no Pantanal agora ter\u00e1 um olhar diferenciado em todas as suas cadeias produtivas. O Governo do Estado por meio da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o) encomendou um estudo para embasar o Plano de Fortalecimento das Cadeias Pecu\u00e1rias do Pantanal de MS.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico demandado pela Secretaria Executiva de Desenvolvimento Econ\u00f4mico Sustent\u00e1vel (SEDES) da Semadesc foi apresentado na semana passada ao secret\u00e1rio de Estado, Jaime Verruck, o secret\u00e1rio adjunto Arthur Falcette, os secret\u00e1rios executivos de Desenvolvimento Rog\u00e9rio Beretta e de Ci\u00eancia e Tecnologia, Ricardo Senna, al\u00e9m dos coordenadores de equipes de investimentos e pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>O estudo foi elaborado pelos consultores Marcelo Rondon de Barros e Janielly Barros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_141413\" aria-describedby=\"caption-attachment-141413\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-141413\" class=\"wp-caption-text\">Diagn\u00f3stico sobre as cadeias pecu\u00e1rias do Pantanal foi apresentado ontem a equipe da Semadesc pelo consultor Marcelo Rondon<\/figcaption><\/figure>\n<p>O estudo detalha desafios, oportunidades e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es para as principais atividades pecu\u00e1rias da regi\u00e3o, que representa cerca de 27% do territ\u00f3rio estadual e 6,8% do PIB estadual.<\/p>\n<p>A bovinocultura de corte \u00e9 a principal atividade, reunindo mais de 4,2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as \u2013 cerca de 22,7% do rebanho estadual. S\u00f3 em 2024, a comercializa\u00e7\u00e3o de bezerros e bois movimentou mais de R$ 5 bilh\u00f5es, mostrando a for\u00e7a do Pantanal como fornecedor de animais magros para engorda e abate no Estado.<\/p>\n<p>O plano prop\u00f5e medidas como cria\u00e7\u00e3o de selos de origem, incentivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o via amplia\u00e7\u00e3o de habilita\u00e7\u00e3o de frigor\u00edficos, rastreabilidade do couro e pagamento por servi\u00e7os ambientais.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma amplia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es que a Semadesc trabalha nas cadeias pecu\u00e1rias, principalmente na bovinocultura que \u00e9 a maior cadeia de produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Mas foram consideradas in\u00fameras atividades pecu\u00e1rias&#8221;, salientou.<\/p>\n<p>Pela sua dimens\u00e3o de import\u00e2ncia econ\u00f4mica para o Pantanal, a bovinocultura \u00e9 o destaque no plano. &#8220;O grande foco \u00e9 a quest\u00e3o da bovinocultura por entender que atividade \u00e9 praticada h\u00e1 pelo menos 300 anos no Pantanal. Ent\u00e3o precis\u00e1vamos entender como estava essa pecu\u00e1ria, em cada atividade e com o estudo isto est\u00e1 respaldado&#8221;, salientou o titular da Semadesc Jaime Verruck.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio analisou ainda as cadeias de peixes, ovinos, abelhas, jacar\u00e9s e equinos do Pantanal. O objetivo foi identificar o status atual e a din\u00e2mica das principais pecu\u00e1rias, assim como elencar os desafios e oportunidades da regi\u00e3o, visando fomentar o desenvolvimento das principais cadeias produtivas.<\/p>\n<\/p>\n<p>O levantamento abrange 11 sub-regi\u00f5es no Pantanal, sendo oito no Mato Grosso, e no Pantanal do Paraguai. Dentro dessa estrutura, segundo Verruck, foram verificados indicadores como produtividade, condi\u00e7\u00f5es dos im\u00f3veis e programas de incentivos.<\/p>\n<p>&#8220;Foi feito um amplo diagn\u00f3stico da pecu\u00e1ria, apicultura, piscicultura, entre outros para que se pudesse fazer um plano de a\u00e7\u00e3o. Isso tamb\u00e9m est\u00e1 dando muito suporte para toda a quest\u00e3o do PSA (Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais) do Pacto do Pantanal. Ent\u00e3o a ideia \u00e9 exatamente que ao longo desse processo fosse realizado um plano de a\u00e7\u00e3o para o fortalecimento das cadeias produtivas.<\/p>\n<p><strong>Olhar diferenciado<\/strong><\/p>\n<p>Outras cadeias, como a ovinocultura, tamb\u00e9m foram estudadas. De acordo com o estudo, embora tenha sofrido redu\u00e7\u00e3o de rebanho, a atividade voltou a crescer em abates e faturamento, inclusive com a valoriza\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a pantaneira. Entre as a\u00e7\u00f5es propostas est\u00e3o o reconhecimento da ra\u00e7a, combate \u00e0 informalidade e cria\u00e7\u00e3o de protocolos de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A apicultura e meliponicultura se destacam pelo potencial ambiental, especialmente ap\u00f3s o registro da Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica do Mel do Pantanal, mas enfrentam gargalos log\u00edsticos e informais. O plano sugere ampliar assist\u00eancia t\u00e9cnica, qualifica\u00e7\u00e3o de produtores, al\u00e9m de estudar esp\u00e9cies nativas e criar seguros espec\u00edficos.<\/p>\n<p>A piscicultura, limitada pelas condi\u00e7\u00f5es naturais e legisla\u00e7\u00e3o ambiental, \u00e9 apontada como \u00e1rea potencial, desde que haja investimento em gen\u00e9tica e manejo sustent\u00e1vel. A cadeia do jacar\u00e9-do-pantanal (com sistemas como farming e ranching) tamb\u00e9m ganha espa\u00e7o, com foco em gerar renda para pequenos produtores por meio do sistema headstarting, al\u00e9m de fortalecer certifica\u00e7\u00f5es e mercados.<\/p>\n<p>A equideocultura, essencial para a cultura pantaneira e opera\u00e7\u00e3o das fazendas, tamb\u00e9m \u00e9 contemplada, com destaque para a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a pantaneira e incentivo ao correto registro dos animais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, o estudo refor\u00e7a a necessidade de melhorar a log\u00edstica do Pantanal \u2013 ampliando aterros, portos fluviais e estradas \u2013, modernizar as inspe\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e integrar pol\u00edticas p\u00fablicas para equilibrar produ\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o. O plano considera dados de \u00f3rg\u00e3os como IAGRO, IBGE, AGRAER e SENAR e abrange aspectos ambientais, sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<\/p>\n<p>Para o Governo de MS, a for\u00e7a do Pantanal est\u00e1 justamente na produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, que alia tradi\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de renda e conserva\u00e7\u00e3o de um dos biomas mais importantes do planeta.<\/p>\n<p>&#8220;Temos agora um plano de desenvolvimento espec\u00edfico, com in\u00fameras a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 regi\u00e3o. A ideia com este diagn\u00f3stico \u00e9 olharmos a regi\u00e3o sob um olhar diferente de cada um dos pantanais. Temos dados muito positivos e que at\u00e9 nos surpreendem. Por exemplo, hoje 45% dos animais abatidos est\u00e3o em programas do governo estadual, como o Precoce MS, ou o Pecu\u00e1ria sustent\u00e1vel. Isso aponta que estamos no caminho certo, de aliar o desenvolvimento com a sustentabilidade&#8221;, concluiu Verruck.<\/p>\n<p><em>Rosana Siqueira, Comunica\u00e7\u00e3o Semadesc<br \/>Foto de capa: Saul Schramm\/Secom\/Arquivo<br \/><\/em><em>Internas: Mairinco de Pauda\/Semadesc<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atividade pecu\u00e1ria que existe h\u00e1 300 anos no Pantanal agora ter\u00e1 um olhar diferenciado em todas as suas cadeias produtivas. 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