{"id":40334,"date":"2025-07-23T18:30:04","date_gmt":"2025-07-23T21:30:04","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/07\/23\/agencia-minas-gerais-projeto-surubim-do-doce-ganha-manual-para-orientar-acoes-de-preservacao\/"},"modified":"2025-07-23T18:30:04","modified_gmt":"2025-07-23T21:30:04","slug":"agencia-minas-gerais-projeto-surubim-do-doce-ganha-manual-para-orientar-acoes-de-preservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/07\/23\/agencia-minas-gerais-projeto-surubim-do-doce-ganha-manual-para-orientar-acoes-de-preservacao\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia Minas Gerais | Projeto Surubim-do-Doce ganha manual para orientar a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Ele j\u00e1 foi presen\u00e7a marcante nas \u00e1guas do Rio Doce. Hoje, est\u00e1 desaparecendo. O surubim do Rio Doce, maior peixe nativo da bacia, est\u00e1 em risco cr\u00edtico de extin\u00e7\u00e3o e s\u00f3 resiste em poucos trechos preservados dos rios Santo Ant\u00f4nio, Manhua\u00e7u e Piranga, todos em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Para mudar essa realidade, o Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF), em parceria com o Projeto Surubim-do-Doce e com apoio do programa GEF Pr\u00f3-Esp\u00e9cies, lan\u00e7ou o Manual de Boas Pr\u00e1ticas para a Conserva\u00e7\u00e3o do Surubim-do-Doce. A publica\u00e7\u00e3o busca orientar, de forma simples e did\u00e1tica, pescadores, ribeirinhos, gestores e toda a sociedade sobre como contribuir com a prote\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O conte\u00fado do manual apresenta as principais amea\u00e7as enfrentadas pelo surubim e explica como elas est\u00e3o diretamente ligadas \u00e0s a\u00e7\u00f5es humanas. A constru\u00e7\u00e3o de barragens, por exemplo, altera o curso natural dos rios, fragmenta habitats e dificulta o deslocamento da esp\u00e9cie. O assoreamento, causado muitas vezes pela degrada\u00e7\u00e3o das margens, reduz a profundidade dos po\u00e7os onde o peixe vive. A introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e a sobrepesca afetam diretamente a popula\u00e7\u00e3o do surubim, desequilibrando a cadeia alimentar. J\u00e1 a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas por rejeitos e efluentes compromete a qualidade ambiental e torna o ambiente hostil \u00e0 sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Esses impactos n\u00e3o afetam apenas a biodiversidade. Comunidades inteiras que vivem pr\u00f3ximas aos rios e dependem da pesca como fonte de renda e alimenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sentem as consequ\u00eancias. A escassez do surubim, por exemplo, representa n\u00e3o s\u00f3 a perda de um peixe s\u00edmbolo da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m o enfraquecimento de uma atividade tradicional que conecta gera\u00e7\u00f5es e faz parte da identidade local. Cuidar da esp\u00e9cie \u00e9, portanto, tamb\u00e9m um ato de cuidado com a cultura e a economia dessas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O surubim \u00e9 um peixe exigente com o ambiente onde vive. Ele prefere \u00e1guas r\u00e1pidas, profundas e limpas, onde se abriga entre pedras e forma\u00e7\u00f5es rochosas. Por isso, sua presen\u00e7a indica que o rio ainda guarda boas condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas. Quando ele desaparece, \u00e9 um sinal de que o ecossistema est\u00e1 em desequil\u00edbrio.<\/p>\n<p>A analista ambiental do IEF, Lorena Miranda, refor\u00e7a que o manual tamb\u00e9m cumpre um papel social importante. Segundo ela, o material foi pensado para facilitar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e despertar o interesse das comunidades locais pela conserva\u00e7\u00e3o. \u201cO manual foi criado com a expectativa de reunir v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es que a gente n\u00e3o sabia sobre o peixe, como a localiza\u00e7\u00e3o e a import\u00e2ncia dele para comunidades que dependem da pesca. A ideia \u00e9 que as pessoas possam ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e entender por que n\u00e3o se pode mais pesc\u00e1-lo, e como conservar essa esp\u00e9cie. Esperamos que isso gere a\u00e7\u00f5es futuras de educa\u00e7\u00e3o ambiental e conserva\u00e7\u00e3o social\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mais do que um documento t\u00e9cnico, o manual \u00e9 um convite \u00e0 consci\u00eancia coletiva. Preservar o surubim do Rio Doce \u00e9 tamb\u00e9m preservar a mem\u00f3ria, os rios e a vida de quem vive \u00e0s suas margens.<\/p>\n<p><strong>Sobre o PAT Espinha\u00e7o Mineiro<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa faz parte do Plano de A\u00e7\u00e3o Territorial para a Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio Espinha\u00e7o Mineiro (PAT Espinha\u00e7o Mineiro), desenvolvido no \u00e2mbito do projeto Pr\u00f3-Esp\u00e9cies: Todos contra a Extin\u00e7\u00e3o. O plano abrange mais de 105 mil quil\u00f4metros quadrados, atravessando os biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica. Seu foco est\u00e1 em 24 esp\u00e9cies criticamente amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o contam com instrumentos de prote\u00e7\u00e3o oficiais, mas suas a\u00e7\u00f5es t\u00eam impacto positivo sobre outras 1.787 esp\u00e9cies na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o PAT Espinha\u00e7o Mineiro, clique\u00a0aqui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele j\u00e1 foi presen\u00e7a marcante nas \u00e1guas do Rio Doce. Hoje, est\u00e1 desaparecendo. O surubim do Rio Doce, maior peixe nativo da bacia, est\u00e1 em risco cr\u00edtico de extin\u00e7\u00e3o e s\u00f3 resiste em poucos trechos preservados dos rios Santo Ant\u00f4nio, Manhua\u00e7u e Piranga, todos em Minas Gerais. Para mudar essa realidade, o Instituto Estadual de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40334","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40334"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40334\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}