{"id":43939,"date":"2025-10-15T15:36:40","date_gmt":"2025-10-15T18:36:40","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/10\/15\/curta-une-idosa-e-indigena-em-narrativa-poetica-filmada-em-campo-grande-cgnoticias\/"},"modified":"2025-10-15T15:36:40","modified_gmt":"2025-10-15T18:36:40","slug":"curta-une-idosa-e-indigena-em-narrativa-poetica-filmada-em-campo-grande-cgnoticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2025\/10\/15\/curta-une-idosa-e-indigena-em-narrativa-poetica-filmada-em-campo-grande-cgnoticias\/","title":{"rendered":"Curta une idosa e ind\u00edgena em narrativa po\u00e9tica filmada em Campo Grande \u2013 CGNot\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundac (Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura), \u00e9 respons\u00e1vel por operacionalizar o edital que viabilizou as grava\u00e7\u00f5es do curta-metragem A Trovadora e a Poeta, realizadas na primeira quinzena de outubro no Bairro Jardim Monte Alegre, em Campo Grande. <\/p>\n<p>Com investimento da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, o filme une fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio ao retratar o encontro entre duas mulheres reais: Terezinha Pantaneira, cadeirante de 76 anos, e Gleycielli Nonato Guat\u00f3, poeta da etnia Guat\u00f3.<\/p>\n<p>O roteiro foi escrito pelas protagonistas em parceria com o diretor Marcus Teles. \u201cFoi um processo muito delicado e vivo. A fronteira entre o que \u00e9 encena\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 a vida se torna quase invis\u00edvel\u201d, comenta Marcus. \u201cVer uma mulher j\u00e1 idosa se descobrir nesse lugar criativo \u00e9 profundamente inspirador\u201d.<\/p>\n<p>O filme acompanha o encontro dessas duas mulheres em seus cotidianos \u2014 uma senhora que luta para manter a dignidade diante das barreiras da cidade para uma pessoa com defici\u00eancia e uma jovem que busca se afirmar como artista em meio \u00e0 dureza da vida urbana. Entre as duas, nasce uma amizade improv\u00e1vel, tecida pela poesia, pelo afeto e pela for\u00e7a de continuar criando, mesmo quando o mundo insiste em impor sil\u00eancios.<\/p>\n<p>Terezinha, de 76 anos, ex-funcion\u00e1ria p\u00fablica e trovadora, faz sua estreia no cinema. \u201cSempre fui de buscar novos valores. Agora, com essa idade, estou estreando como atriz, com uma mensagem muito clara: pessoas com defici\u00eancia existem e o mundo ainda n\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel a elas. Eu s\u00f3 percebi isso quando passei a usar cadeira de rodas, depois da Covid. A acessibilidade quase n\u00e3o existe, e essa realidade precisa mudar. O cinema \u00e9 uma forma poderosa de dizer isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O filme tamb\u00e9m traz o ator Breno Moroni, em seu 99\u00ba trabalho audiovisual e que j\u00e1 estrelou in\u00fameras novelas da Rede Globo. A simbologia da \u00e1gua e do rio permeia toda a narrativa. <\/p>\n<p>A \u00e1gua e o rio s\u00e3o elementos que guiam todo o filme. Eles simbolizam o fluxo da vida, a passagem do tempo e tamb\u00e9m a mem\u00f3ria. Aquilo que corre, muda e permanece. Para Terezinha, o rio \u00e9 lembran\u00e7a da inf\u00e2ncia; para Gleycielle, \u00e9 o elo com sua ancestralidade Guat\u00f3, o povo da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Gleycielli interpreta Lucila, personagem inspirada em si mesma. \u201cEu me vejo muito nessa personagem. Eu j\u00e1 morei em Campo Grande, trabalhei em terminais, vendi salgado, vendi chip de celular. Nunca imaginei que aquela menina estaria hoje fazendo poesia dentro do cinema. A Lucila \u00e9 uma homenagem \u00e0 minha av\u00f3, e o filme, a todas as mulheres simples que t\u00eam dentro delas uma poeta\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<p>O curta destaca a conviv\u00eancia como forma de aprendizado. \u201cEntre as duas, nasce um espelho: uma troca de for\u00e7a e ternura\u201d, resume Marcus. Terezinha completa: \u201cSempre estive muito pr\u00f3xima da luta ind\u00edgena, da valoriza\u00e7\u00e3o dos povos origin\u00e1rios. Filmar ao lado de uma jovem Guat\u00f3 foi um presente\u201d.<\/p>\n<p>Ao fim, A Trovadora e a Poeta se revela como um rio que atravessa corpos, tempos e mem\u00f3rias. \u201cA poesia n\u00e3o \u00e9 fuga \u2014 \u00e9 enfrentamento. \u2018A Trovadora e a Poeta\u2019 \u00e9, no fundo, um rio. Ele resiste porque passa, e passa porque resiste\u201d, conclui o diretor.<\/p>\n<p><strong>Equipe t\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Marcus Teles<br \/>Roteiro: Gleycielli Nonato Guat\u00f3, Marcus Teles e Terezinha Pantaneira<br \/>Produ\u00e7\u00e3o: Jefley M. Cano<br \/>Dire\u00e7\u00e3o de fotografia: Daniel Felipe<br \/>Operador de c\u00e2mera: M\u00e1rcio Padilha<br \/>T\u00e9cnicos de som: L. Germanotta Cinema e 4real.wav<br \/>Assistente de som: Ellen Karina Lazcano<br \/>Atua\u00e7\u00e3o: Terezinha Pantaneira, Gleycielli Nonato Guat\u00f3, Breno Moroni, Danielly Frangilo e Lilian Arruda<br \/>Trilha sonora original: Gian Markes<br \/>Edi\u00e7\u00e3o de imagem e som: Rafael Viriato<br \/>Produ\u00e7\u00e3o executiva: Gleycielli Nonato Guat\u00f3<br \/>Assistente de produ\u00e7\u00e3o executiva: Lucas Moura<br \/>Assessoria de imprensa: Lucas Arruda e Aline Lira<\/p>\n<p>#P<em>araTodosVerem As imagens mostram trecho da grava\u00e7\u00e3o do filme com as duas personagens em um rio e o diretor junto a Terezinha. <\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><script async defer async defer src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/sdk.js?ver=1#xfbml=1&amp;version=v3.2\" id=\"prefeitura-campogrande-script-facebook-sdk-js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundac (Funda\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura), \u00e9 respons\u00e1vel por operacionalizar o edital que viabilizou as grava\u00e7\u00f5es do curta-metragem A Trovadora e a Poeta, realizadas na primeira quinzena de outubro no Bairro Jardim Monte Alegre, em Campo Grande. 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