{"id":48071,"date":"2026-03-30T04:58:35","date_gmt":"2026-03-30T07:58:35","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/03\/30\/caminhada-do-silencio-em-sao-paulo-denuncia-violencia-de-estado\/"},"modified":"2026-03-30T04:58:35","modified_gmt":"2026-03-30T07:58:35","slug":"caminhada-do-silencio-em-sao-paulo-denuncia-violencia-de-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/03\/30\/caminhada-do-silencio-em-sao-paulo-denuncia-violencia-de-estado\/","title":{"rendered":"Caminhada do Sil\u00eancio em S\u00e3o Paulo denuncia viol\u00eancia de estado"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"196.52016892384\">\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Caminhada do Sil\u00eancio pelas V\u00edtimas de Viol\u00eancia do Estado ocorreu neste domingo (29), na capital paulista. A concentra\u00e7\u00e3o foi, a partir das 16h, em frente ao antigo pr\u00e9dio do DOI-Codi\/SP, na rua Tut\u00f3ia, onde funcionava um dos principais centros de repress\u00e3o e tortura da ditadura militar brasileira (1964-1985).<\/p>\n<p>O cortejo seguiu pelas ruas da zona sul, com destino ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos, no Parque Ibirapuera, sob escolta da pol\u00edcia militar. Os agentes ficaram circulando entre os manifestantes do ato. Organizado pelo Movimento Vozes do Sil\u00eancio, iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e do N\u00facleo de Preserva\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria Pol\u00edtica, o ato reuniu centenas de pessoas, incluindo familiares de v\u00edtimas e movimentos de direitos humanos.<\/p>\n<p>Com o mote \u201caprender com o passado para construir o futuro\u201d, as entidades n\u00e3o apenas relembraram os crimes cometidos durante a ditadura militar mas denunciaram a repeti\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias de estado ao longo de d\u00e9cadas, mesmo ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/03\/29\/patrocinador-do-big-brother-brasil-26-se-manifesta-apos-ana-paula-ficar-sem-apartamento-mesmo-apos-vencer-prova-do-lider\/\">Patrocinador do Big Brother Brasil 26 se manifesta ap\u00f3s Ana Paula ficar sem apartamento mesmo ap\u00f3s vencer Prova do L\u00edder<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/03\/29\/brasil-critica-israel-por-proibir-religiosos-a-igreja-santo-sepulcro\/\">Brasil critica Israel por proibir religiosos \u00e0 Igreja Santo Sepulcro<\/a><\/strong><\/p>\n<p>A coordenadora da \u00e1rea de Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues chamou aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia de discutir os impactos da ditadura mesmo ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o. \u201cA ditadura militar geralmente \u00e9 um tema pensado, no imagin\u00e1rio coletivo, como algo estanque, como algo parado, como se o que aconteceu naquele per\u00edodo ficasse pra l\u00e1, a gente n\u00e3o precisasse falar ou conversar sobre ela\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO lema da caminhada traz essa discuss\u00e3o: tentar entender quais s\u00e3o os impactos do per\u00edodo da ditadura militar no presente, no per\u00edodo contempor\u00e2neo, pra gente pensar um pouco o futuro\u201d, acrescentou Lorrane, ao mencionar a necessidade de fortalecimento da democracia.<\/p>\n<p>\u201cA gente tamb\u00e9m tem que pensar um pouco sobre a constru\u00e7\u00e3o dessa democracia, porque como est\u00e1 hoje n\u00e3o \u00e9 suficiente, n\u00e3o \u00e9 igualit\u00e1ria para uma parte significativa da popula\u00e7\u00e3o. A caminhada tem esse desejo de aproximar o passado e o presente de uma forma mais objetiva para as pessoas\u201d, explicou. Uma das ferramentas para alcan\u00e7ar resultados no campo da mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a, segundo ela, \u00e9 o conjunto das recomenda\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o 49 recomenda\u00e7\u00f5es ao estado [brasileiro], e que at\u00e9 esse momento, do per\u00edodo que foi lan\u00e7ado at\u00e9 agora, foram pouco cumpridas ou parcialmente cumpridas. A gente j\u00e1 tem um caminho, o instituto faz o monitoramento das recomenda\u00e7\u00f5es a cada dois anos, e o que a gente tem percebido \u00e9 que s\u00e3o movimenta\u00e7\u00f5es pequenas, alguns avan\u00e7os significativos, mas acho que muito pouco perto do que as recomenda\u00e7\u00f5es prop\u00f5em para a sociedade\u201d, relatou.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/03\/29\/bbb26-eliminacao-historica-surpreende-o-publico-e-muda-completamente-o-jogo\/\">BBB26; elimina\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica surpreende o p\u00fablico e muda completamente o jogo<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/03\/29\/dois-homens-morrem-em-queda-de-aviao-em-rio-claro-no-sul-fluminense\/\">Dois homens morrem em queda de avi\u00e3o em Rio Claro, no sul fluminense<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rog\u00e9rio Sotilli, afirmou, em nota, que a Caminhada do Sil\u00eancio nasceu como uma resposta coletiva ao autoritarismo e \u00e0s tentativas de apagamento. Ele destacou que a ditadura militar deixou uma heran\u00e7a de impunidade, o que se reflete na viol\u00eancia de estado que o pa\u00eds ainda sofre atualmente.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s cinco edi\u00e7\u00f5es, queremos retomar o sentimento que originou essa manifesta\u00e7\u00e3o. Temos vivido tempos em que a defesa do Estado democr\u00e1tico de Direito ficou muito delegada \u00e0s mais altas institui\u00e7\u00f5es, mas seguimos enfrentando ataques graves contra a democracia. Por isso, este \u00e9 o momento de dizermos que estamos na rua, de voltarmos a demonstrar nossa for\u00e7a\u201d, disse.<\/p>\n<p>Mais de 30 organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, movimentos sociais e entidades de direitos humanos participaram da iniciativa. Neste ano, os movimentos destacaram tamb\u00e9m a possibilidade defendida pelo ministro Fl\u00e1vio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar a aplica\u00e7\u00e3o da Lei da Anistia aos casos que envolvam crimes permanentes, como oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" wp_automatic_readability=\"6.5\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\" wp_automatic_readability=\"8\">\n<p><!--copyright=457971-->S\u00e3o Paulo (SP)-29\/03\/2026. Caminhada Silenciosa em mem\u00f3ria das v\u00edtimas da ditadura militar. Foto: Paulo Pinto\/Agencia Brasil \u2013 <strong>Paulo Pinto\/Agencia Brasil<\/strong><!--END copyright=457971--><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Perto do final do evento, a organiza\u00e7\u00e3o leu o manifesto da caminhada:<\/p>\n<p>\u201cHoje, caminhamos em sil\u00eancio, mas n\u00e3o em aus\u00eancia.<\/p>\n<p>Nosso sil\u00eancio \u00e9 a presen\u00e7a viva, \u00e9 mem\u00f3ria que resiste, \u00e9 a voz que ecoa nos passos de cada pessoa que se recusa a esquecer.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos de um lugar marcado pela dor, o antigo DOI-Codi, onde o Estado torturou, matou e tentou apagar hist\u00f3rias. E seguimos at\u00e9 um monumento que insiste em lembrar: as\u00a0 hist\u00f3rias n\u00e3o foram apagadas.<\/p>\n<p>Nossos mortos n\u00e3o est\u00e3o no passado. Nossos desaparecidos n\u00e3o s\u00e3o aus\u00eancia.<\/p>\n<p>Cada v\u00edtima de viol\u00eancia do Estado \u00e9 perman\u00eancia.<\/p>\n<p>Se a Caminhada do Sil\u00eancio nasceu da urg\u00eancia de resistir, seguimos caminhando porque ainda \u00e9 preciso.<\/p>\n<p>Este ato nasceu quando a democracia voltou a ser amea\u00e7ada de forma aberta, quando o autoritarismo deixou de ser lembran\u00e7a e voltou a ser projeto.<\/p>\n<p>Hoje, anos depois, seguimos aqui, porque a ame\u00e7a n\u00e3o desapareceu. Ele se transformou, se reorganizou e segue \u00e0 espreita.<\/p>\n<p>Nunca foi t\u00e3o importante defender a democracia. E nunca podemos esquecer: essa luta \u00e9 cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Relembrar para n\u00e3o repetir. Ocupar a mem\u00f3ria para n\u00e3o esquecer nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Porque sem mem\u00f3ria, a viol\u00eancia se naturaliza. Sem verdade, a mentira se institucionaliza. E sem justi\u00e7a, a barb\u00e1rie se repete.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia de Estado n\u00e3o ficou no passado.<\/p>\n<p>Lutar por mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a \u00e9 afirmar que n\u00e3o aceitamos a impunidade. \u00c9 exigir a responsabiliza\u00e7\u00e3o de torturadores, de seus c\u00famplices e daqueles que financiaram o terror.<\/p>\n<p>\u00c9 dizer, com todas as letras: ditadura nunca mais. Tortura nunca mais.<\/p>\n<p>Este manifesto n\u00e3o \u00e9 apenas den\u00fancia. \u00c9 compromisso.<\/p>\n<p>Por isso, fazemos um chamado:<\/p>\n<p>\u00c0s novas gra\u00e7\u00f5es que n\u00e3o viveram o terror, mas herdam suas consequ\u00eancias. \u00c0 sociedade civil que n\u00e3o pode se calar. \u00c0s institui\u00e7\u00f5es, que precisam ser defendidas, mas tamb\u00e9m transformadas.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um tempo de escolha: entre esquecer ou lembrar. Entre repetir ou transformar. Entre silenciar ou agir.<\/p>\n<p>Sabemos que resistir n\u00e3o \u00e9 apenas lembrar o passado. Mas disputar o futuro.<\/p>\n<p>Hoje, nosso sil\u00eancio fala. E o que ele diz \u00e9 simples e inegoci\u00e1vel:<\/p>\n<p>Para que nunca se esque\u00e7a.<\/p>\n<p>Para que nunca mais aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Seguiremos caminhando\u201d.<\/p>\n<p>A seguir, foram lidos os nomes das v\u00edtimas de viol\u00eancia de estado do per\u00edodo da ditadura e tamb\u00e9m quem sofreu com isso tamb\u00e9m nos dias atuais. Ap\u00f3s a leitura de cada um dos nomes, as manifestantes diziam, em coro, \u201cpresente\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews S\u00e3o Paulo \u2013 A 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Caminhada do Sil\u00eancio pelas V\u00edtimas de Viol\u00eancia do Estado ocorreu neste domingo (29), na capital paulista. A concentra\u00e7\u00e3o foi, a partir das 16h, em frente ao antigo pr\u00e9dio do DOI-Codi\/SP, na rua Tut\u00f3ia, onde funcionava um dos principais centros de repress\u00e3o e tortura da ditadura militar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-48071","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48071"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48071\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}