{"id":49833,"date":"2026-05-10T08:33:37","date_gmt":"2026-05-10T11:33:37","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/05\/10\/desejo-de-ser-mae-fez-gcm-nao-desistir-da-carreira-cgnoticias\/"},"modified":"2026-05-10T08:33:37","modified_gmt":"2026-05-10T11:33:37","slug":"desejo-de-ser-mae-fez-gcm-nao-desistir-da-carreira-cgnoticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/05\/10\/desejo-de-ser-mae-fez-gcm-nao-desistir-da-carreira-cgnoticias\/","title":{"rendered":"Desejo\u00a0de ser m\u00e3e fez GCM n\u00e3o desistir da carreira\u00a0 \u2013 CGNot\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A decis\u00e3o de ser m\u00e3e salvou a minha hist\u00f3ria\u201d, essa \u00e9 a frase que define parte da hist\u00f3ria da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Martha Cavalcante, de 42 anos, que h\u00e1 sete anos, tinha planos completamente diferentes. Com moradia definida, emprego garantido e amigos esperando em Londres, Martha se preparava para deixar o Brasil em busca de uma nova realidade. O sonho de morar fora era antigo e representava a chance de viver novas experi\u00eancias e ampliar horizontes.\u00a0<\/p>\n<p>Antes da viagem, decidiu fazer um check-up m\u00e9dico. Foi quando recebeu a not\u00edcia que mudaria o rumo da pr\u00f3pria vida: a baixa reserva ovariana indicava que, se quisesse ser m\u00e3e, precisaria decidir logo. Sem condi\u00e7\u00f5es financeiras de congelar \u00f3vulos e seguir com os dois planos ao mesmo tempo, Martha escolheu a maternidade.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, ela pensava em ter filhos algum dia, mas n\u00e3o naquele momento. Ainda assim, n\u00e3o hesitou. Optou pela insemina\u00e7\u00e3o artificial com doador an\u00f4nimo e decidiu que o filho seria somente dela. \u201cO m\u00e9dico disse que eu teria que decidir se teria filhos, e como n\u00e3o tinha dinheiro para fazer a viagem e guardar os \u00f3vulos, ser m\u00e3e virou minha prioridade\u201d, relembra.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Martha e Eduardo abra\u00e7ados em uma ponte no Itanhang\u00e1 Parque (Foto: Elias Campos)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A gravidez veio logo na primeira tentativa de insemina\u00e7\u00e3o artificial, assim como a not\u00edcia da pandemia, que a obrigaria a mudar todos os planos caso tivesse optado por viajar. \u201cMeus amigos que estavam l\u00e1, foram deportados, a empresa que iria trabalhar fechou, se eu tivesse ficado por l\u00e1, n\u00e3o conseguiria me manter por muito tempo e teria que voltar, a\u00ed n\u00e3o teria o dinheiro necess\u00e1rio para tentar a insemina\u00e7\u00e3o\u201d, completa\u00a0ao lembrar que seria necess\u00e1rio abandonar a carreira j\u00e1 estruturada por aqui ao embarcar nesse sonho.\u00a0<\/p>\n<p>Sem enjoos, dores ou complica\u00e7\u00f5es, ela descreve a gesta\u00e7\u00e3o como \u201cum conto de fadas\u201d. Continuou trabalhando normalmente nos plant\u00f5es da GCM durante todo o per\u00edodo, enquanto se preparava para a chegada de Eduardo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Hoje, aos seis anos, o menino de sorriso largo e dois dentinhos de leite faltando ocupa todos os espa\u00e7os da vida da m\u00e3e, inclusive no jeito carinhoso como a chama. Al\u00e9m de \u201cmam\u00e3e\u201d, Eduardo inventou um apelido pr\u00f3prio: \u201cpamp\u00e3e\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Eduardo andando de bicicleta e Martha atr\u00e1s dele (Foto: Elias Campos)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os dois moram sozinhos e constru\u00edram uma rotina baseada em presen\u00e7a. Cozinhar juntos \u00e9 uma das atividades preferidas da dupla, embora Eduardo fa\u00e7a quest\u00e3o de esclarecer que ainda est\u00e1 aprendendo. \u201cEu gosto mais \u00e9 de cortar as coisas, a mam\u00e3e que cozinha, eu ainda n\u00e3o sei muita coisa\u201d, comenta.\u00a0<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o est\u00e3o na cozinha, costumam passar as folgas em parques e piqueniques.\u00a0 Enquanto Martha conversa, Eduardo faz amizade com outras crian\u00e7as, corre de um lado para o outro com a bicicleta e volta de tempos em tempos para perto da m\u00e3e.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Entre os combinados dos dois, existe at\u00e9 um assovio de seguran\u00e7a. Sempre que escuta o som feito pela m\u00e3e, Eduardo sabe que precisa voltar imediatamente para perto dela. \u201cExpliquei para ele que \u00e9 para vir, porque pode ser que ele esteja em perigo, precisando de ajuda\u201d, conta Martha.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 13 anos na Guarda Civil Metropolitana, Martha integra um grupo de 90 mulheres dentro da corpora\u00e7\u00e3o. Ela trabalha com uma escala intensa e organiza os hor\u00e1rios para estar presente na vida do filho. \u00c0s 17h, independentemente do trabalho, existe um compromisso inegoci\u00e1vel: busc\u00e1-lo na escola.\u00a0\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Martha durante o plant\u00e3o na GCM em atendimento (Foto: Ana Paula Fernandes)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cMinha prioridade sempre ser\u00e1 ele, e prezo pela educa\u00e7\u00e3o e tempo de qualidade com ele, ent\u00e3o, enquanto ele est\u00e1 na escola, estou trabalhando, seja na guarda ou como motorista de aplicativo, quando d\u00e1 o hor\u00e1rio de busc\u00e1-lo, eu deixo tudo o que estava fazendo e minha aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dedicada a ele\u201d, comenta.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do filho tamb\u00e9m passa pelos valores que tenta ensinar diariamente. Martha diz que a maternidade ampliou ainda mais o olhar sobre o futuro e sobre a sociedade em que Eduardo crescer\u00e1. \u201cNa GCM j\u00e1 vivi e vi muita coisa, reflexo de uma sociedade que normaliza a viol\u00eancia contra a mulher, e ensino a n\u00e3o aceitar esse tipo de situa\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A \u00fanica rede de apoio fixa da guarda \u00e9 a m\u00e3e, que esteve ao lado dela desde a decis\u00e3o pela insemina\u00e7\u00e3o artificial at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de Eduardo. Ainda assim, Martha fala sobre a maternidade sem romantizar excessos ou alimentar culpa. Com rotina organizada, terapia e presen\u00e7a constante na vida do filho, ela construiu o pr\u00f3prio jeito de ser m\u00e3e.\u00a0\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Martha, agachada, dando um beijo no rosto do filho Eduardo (Foto: Elias Campos)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cNesse Dia das M\u00e3es, a gente n\u00e3o quer somente aplausos, a gente quer um reconhecimento da sociedade por tudo o que a gente vive e o que a gente faz. Porque se n\u00e3o houver o reconhecimento, cada dia mais a gente se questiona sobre como ser\u00e1 o futuro da sociedade\u201d, conclui.\u00a0<\/p>\n<p><em>#ParaTodosVerem: A imagem em destaque mostra Martha brincando de pipa com o filho Eduardo na Pra\u00e7a Itanhang\u00e1.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><script async defer async defer src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/sdk.js?ver=1#xfbml=1&amp;version=v3.2\" id=\"prefeitura-campogrande-script-facebook-sdk-js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o de ser m\u00e3e salvou a minha hist\u00f3ria\u201d, essa \u00e9 a frase que define parte da hist\u00f3ria da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Martha Cavalcante, de 42 anos, que h\u00e1 sete anos, tinha planos completamente diferentes. 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