{"id":50200,"date":"2026-05-18T12:35:38","date_gmt":"2026-05-18T15:35:38","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/05\/18\/rota-cine-ms-povos-tradicionais-estreia-na-comunidade-tia-eva-e-leva-cinema-memoria-e-pertencimento-ao-publico-quilombola\/"},"modified":"2026-05-18T12:35:38","modified_gmt":"2026-05-18T15:35:38","slug":"rota-cine-ms-povos-tradicionais-estreia-na-comunidade-tia-eva-e-leva-cinema-memoria-e-pertencimento-ao-publico-quilombola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/05\/18\/rota-cine-ms-povos-tradicionais-estreia-na-comunidade-tia-eva-e-leva-cinema-memoria-e-pertencimento-ao-publico-quilombola\/","title":{"rendered":"Rota Cine MS Povos Tradicionais estreia na Comunidade Tia Eva e leva cinema, mem\u00f3ria e pertencimento ao p\u00fablico quilombola"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do Rota Cine MS Povos Tradicionais transformou o Centro Comunit\u00e1rio da Tia Eva em um encontro de mem\u00f3ria, cultura e afeto. Logo ap\u00f3s o tradicional ter\u00e7o realizado durante o m\u00eas de maio em celebra\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Benedito, moradores se reuniram quinta-feira (14) para viver uma experi\u00eancia in\u00e9dita: uma sess\u00e3o de cinema dentro da pr\u00f3pria comunidade.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\">&#13;<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Primeira exibi\u00e7\u00e3o ocorreu na comunidade Tia Eva. (Foto: Paula Maciulevicius\/SEC)<\/em><\/figcaption>&#13;<br \/>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>Com pipoca e refrigerante, a a\u00e7\u00e3o exibiu o curta sul-mato-grossense &#8220;As Marias&#8221;, obra que retrata a vida e o envelhecimento de tr\u00eas irm\u00e3s trig\u00eameas. O projeto \u00e9 realizado em parceria entre a Secretaria de Estado da Cidadania e a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura de Mato Grosso do Sul, levando produ\u00e7\u00f5es audiovisuais para comunidades tradicionais do Estado.<\/p>\n<p>A proposta de levar o cinema at\u00e9 os territ\u00f3rios nasceu justamente da necessidade de democratizar o acesso \u00e0 cultura. Segundo o subsecret\u00e1rio de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial, Deividson Silva, a ideia inicial previa exibi\u00e7\u00f5es apenas em espa\u00e7os centrais, o que dificultaria a participa\u00e7\u00e3o das comunidades.<\/p>\n<p>\u201cA partir de uma provoca\u00e7\u00e3o feita dentro da pr\u00f3pria comunidade, pensamos: por que n\u00e3o fazer o equipamento chegar at\u00e9 as pessoas? Muitas vezes a locomo\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, especialmente para quem vive em \u00e1reas mais afastadas. Quando falamos de pol\u00edtica p\u00fablica, \u00e9 importante que ela v\u00e1 at\u00e9 a comunidade, e n\u00e3o que a comunidade precise procurar por ela\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cinema como encontro de gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\">&#13;<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Seu Borginho descrevendo o que viveu durante sess\u00e3o, e o quanto projeto \u00e9 importante para democratizar o acesso ao cinema. (Foto: Paula Maciulevicius\/SEC)<\/em><\/figcaption>&#13;<br \/>\n<\/figure>\n<p>A sess\u00e3o emocionou moradores da comunidade, especialmente pessoas idosas, que compartilharam mem\u00f3rias e experi\u00eancias relacionadas ao cinema e \u00e0 vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Aos 71 anos, o aposentado Ant\u00f4nio Borges, conhecido como Seu Borginho, contou que n\u00e3o ia ao cinema havia cerca de dez anos. \u201cTem gente aqui que pode ter certeza que nunca foi ao cinema. E hoje assistiu um filme, teve a oportunidade de apreciar o cinema, comer uma pipoca. Isso \u00e9 muito importante. Muitas crian\u00e7as daqui quase n\u00e3o saem da comunidade. Ent\u00e3o trazer o filme at\u00e9 aqui mostra outro lado da cultura, que n\u00e3o pode acabar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Moradora da comunidade desde 2002, Irene Borges revelou que nunca tinha entrado em uma sala de cinema. \u201cSe fosse para a gente ir l\u00e1 assistir, talvez a gente n\u00e3o fosse. Mas aqui, perto da casa da gente, ficou f\u00e1cil. Nunca fui ao cinema, nunca tinha visto uma tela grande assim, fiquei emocionada\u201d, contou.<\/p>\n<p><strong>Reflex\u00e3o sobre ancestralidade e envelhecimento<\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\">&#13;<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Depois de curta-metragem, Rota Cine MS Povos Tradicionais vai trabalhar temas como envelhecimento, ancestralidade e mem\u00f3ria. (Foto: Paula Maciulevicius\/SEC)<\/em><\/figcaption>&#13;<br \/>\n<\/figure>\n<p>Aos moldes do Cine Maturidade, projeto da Subsecretaria de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Pessoa Idosa que desde 2023 trabalha o di\u00e1logo e a reflex\u00e3o atrav\u00e9s do audiovisual, ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o, moradores participaram de uma roda de conversa sobre o document\u00e1rio, conduzido pela subsecret\u00e1ria da Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu.<\/p>\n<p>Seu Borginho relacionou a hist\u00f3ria das personagens \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es vividas pelas fam\u00edlias ao longo do tempo. \u201cA forma\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia era totalmente diferente do que acontece hoje. Tudo tinha seu tempo. O respeito era muito grande. A palavra das pessoas antigas valia muito. Isso faz a gente pensar sobre ancestralidade e sobre valorizar aquilo que ficou\u201d, refletiu.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\">&#13;<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Lideran\u00e7a na comunidade, V\u00e2nia Baptista Duarte participou das reflex\u00f5es na roda de conversa p\u00f3s-sess\u00e3o. (Foto: Paula Maciulevicius\/SEC)<\/em><\/figcaption>&#13;<br \/>\n<\/figure>\n<\/div>\n<p>A historiadora e lideran\u00e7a da comunidade, V\u00e2nia L\u00facia Baptista Duarte, descendente de Tia Eva, destacou como o filme dialoga com as mem\u00f3rias afetivas e com a pr\u00f3pria realidade quilombola.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas coisas permanecem. Quando toca aquela m\u00fasica sertaneja, muitos de n\u00f3s lembramos das nossas hist\u00f3rias. O filme fala dessa irmandade, dessas mulheres que envelheceram juntas, com alegrias e dores. Mesmo falando das dificuldades, \u00e9 vis\u00edvel a alegria delas em poder contar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e serem ouvidas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para a subsecret\u00e1ria da Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, o Rota Cine MS Povos Tradicionais impacta comunidades a partir do di\u00e1logo. \u201cAp\u00f3s cada sess\u00e3o, vamos compartilhando impress\u00f5es sobre fam\u00edlia, envelhecimento, respeito e ancestralidade, conduzindo o di\u00e1logo com escuta e participa\u00e7\u00e3o de todos\u201d, pontua.<\/p>\n<p>O Rota Cine MS Povos Tradicionais seguir\u00e1 com novas sess\u00f5es em comunidades quilombolas e ind\u00edgenas de Mato Grosso do Sul. Na agenda, os pr\u00f3ximos locais ser\u00e3o:<\/p>\n<p>Rota Cine MS \u2013 Povos Tradicionais<br \/>\ud83d\udccd Comunidade Quilombola S\u00e3o Jo\u00e3o Batista<br \/>\ud83d\udcc5 21 de maio de 2026<br \/>\u23f0 19h30<\/p>\n<p>Rota Cine MS \u2013 Povos Tradicionais<br \/>\ud83d\udccd Associa\u00e7\u00e3o da Comunidade Negra Rural Quilombola Ch\u00e1cara Buriti (Sal\u00e3o do Janilson)<br \/>\ud83d\udcc5 22 de maio de 2026<br \/>\u23f0 18h<\/p>\n<p><em>Paula Maciulevicius, da Comunica\u00e7\u00e3o da Cidadania<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do Rota Cine MS Povos Tradicionais transformou o Centro Comunit\u00e1rio da Tia Eva em um encontro de mem\u00f3ria, cultura e afeto. 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