{"id":53190,"date":"2026-07-31T05:47:38","date_gmt":"2026-07-31T08:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/07\/31\/genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo\/"},"modified":"2026-07-31T05:47:38","modified_gmt":"2026-07-31T08:47:38","slug":"genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/07\/31\/genero-raca-e-origem-familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo\/","title":{"rendered":"G\u00eanero, ra\u00e7a e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>O Atlas da Mobilidade Social, divulgado nesta sexta-feira (31), mostra que g\u00eanero, ra\u00e7a e origem familiar s\u00e3o os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil.<\/strong> O Atlas \u00e9 uma plataforma p\u00fablica desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab.<\/p>\n<p><strong>De acordo com o levantamento, entre jovens brancos que nasceram em fam\u00edlias situadas entre os 25% mais pobres da distribui\u00e7\u00e3o de renda, 36,3% permanecem nesse mesmo grupo quando adultos. Entre os n\u00e3o brancos, essa probabilidade sobe para 51,6%, indicando que a quest\u00e3o racial \u00e9 ainda mais determinante para esse grupo.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os dados do Atlas, o g\u00eanero tamb\u00e9m altera significativamente as possibilidades de mobilidade social. Entre os filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, cerca de um ter\u00e7o dos homens (32,9%) permanece nesse mesmo estrato de renda na vida adulta. Entre as mulheres, a propor\u00e7\u00e3o chega a 65,1%.\u00a0<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/31\/justica-mantem-suspensao-de-obras-de-tirolesa-no-pao-de-acucar\/\">Justi\u00e7a mant\u00e9m suspens\u00e3o de obras de tirolesa no P\u00e3o de A\u00e7\u00facar<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/31\/mega-sena-acumula-e-proximo-premio-esta-estimado-em-r-100-milhoes\/\">Mega-Sena acumula e pr\u00f3ximo pr\u00eamio est\u00e1 estimado em R$ 100 milh\u00f5es<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Essa disparidade aparece tamb\u00e9m no recorte racial: enquanto 69% das mulheres n\u00e3o brancas continuam entre os 25% mais pobres quando adultas, entre as mulheres brancas esse percentual \u00e9 menor, de 52,9%.<\/p>\n<h2>Origem familiar<\/h2>\n<p><strong>O estudo mostra ainda que filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam 48% de chance de permanecer nesse mesmo grupo quando atingem a idade adulta.<\/strong> As possibilidades de romper esse ciclo s\u00e3o reduzidas: apenas 8,32% conseguem alcan\u00e7ar o grupo dos 25% mais ricos e somente 1,28% chegam ao estrato dos 10% com maior renda do pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o para quem nasce em fam\u00edlias de maior renda \u00e9 bastante diferente. Jovens cujos pais pertenciam \u00e0 faixa intermedi\u00e1ria da distribui\u00e7\u00e3o de renda (entre os 26% e os 75% dos mais ricos) t\u00eam 17,5% de probabilidade de alcan\u00e7ar o grupo dos 25% mais ricos na vida adulta. Entre os filhos das fam\u00edlias que pertenciam aos 25% mais ricos, 56,5% permanecem nesse mesmo estrato quando adultos e 30,8% chegam ao grupo dos 10% mais ricos.\u00a0<\/p>\n<h2>Gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>A hierarquia de oportunidades, de acordo com o Atlas, mostra-se resiliente ao longo do tempo. Ao comparar duas gera\u00e7\u00f5es, nascidas de 1983 a 1987 e de 1988 a 1990, os dados mostram que, embora tenha havido um pequeno aumento na mobilidade social entre os dois grupos analisados, a possibilidade de ascens\u00e3o social dos filhos permanece similar \u00e0 dos pais.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/30\/dolar-cai-ao-menor-nivel-em-quase-dois-meses-com-alivio-externo\/\">D\u00f3lar cai ao menor n\u00edvel em quase dois meses, com al\u00edvio externo<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/07\/30\/mais-de-200-mil-continuam-sem-energia-no-rio-apos-vendaval\/\">Mais de 200 mil continuam sem energia no Rio ap\u00f3s vendaval<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Filhos de pais que pertenciam aos 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o e nasceram entre 1983 e 1987 tinham 7,9% de probabilidade de ascender aos 25% mais ricos quando adultos. Entre os nascidos de 1988 a 1990, essa probabilidade subiu para 8,8%.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio se repete entre os filhos de fam\u00edlias de renda m\u00e9dia: a chance de ascender aos 25% mais ricos passou de 16,6% para 18,6%, uma varia\u00e7\u00e3o pequena que refor\u00e7a a persist\u00eancia da baixa mobilidade social.<\/p>\n<h2>Regi\u00f5es<\/h2>\n<p>O Atlas analisou as chances de ascens\u00e3o social de jovens oriundos de fam\u00edlias de baixa renda nas diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<strong> As maiores probabilidades de mobilidade concentram-se nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste. <\/strong>J\u00e1 grande parte do Norte e do Nordeste apresenta as menores taxas de mobilidade, revelando territ\u00f3rios onde a pobreza tende a ser mais persistente entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o das desvantagens sociais, em que filhos de fam\u00edlias de renda mais baixa t\u00eam maior chance de permanecer no mesmo grupo da distribui\u00e7\u00e3o, se mostra mais intensa em munic\u00edpios das regi\u00f5es Norte e Nordeste.<\/p>\n<p>Os contrastes entre os munic\u00edpios brasileiros ilustram a magnitude das desigualdades de oportunidades. Em Assis Brasil (AC), 84,4% dos jovens oriundos de fam\u00edlias que pertenciam aos 25% mais pobres permanecem nesse mesmo grupo de renda quando adultos, um dos piores resultados do pa\u00eds. J\u00e1 em Ponte Serrada (SC), apenas 2,13% dos jovens permanecem nesse estrato de renda, evidenciando um ambiente muito mais favor\u00e1vel \u00e0 ascens\u00e3o socioecon\u00f4mica.<\/p>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><strong>Entre os indicadores socioecon\u00f4micos incorporados ao Atlas, a educa\u00e7\u00e3o apareceu como a dimens\u00e3o mais associada \u00e0 mobilidade social.<\/strong> Munic\u00edpios com melhores indicadores educacionais, como maior \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) e menor distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie, tendem a apresentar maiores chances de mobilidade ascendente.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA mobilidade social depende da capacidade de reduzir as desigualdades de origem. O Atlas mostra que pol\u00edticas educacionais s\u00e3o fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de estrat\u00e9gias econ\u00f4micas capazes de ampliar oportunidades ao longo da vida. Nosso objetivo \u00e9 oferecer evid\u00eancias que ajudem gestores p\u00fablicos a desenhar pol\u00edticas mais eficazes para promover a ascens\u00e3o social\u201d, destacou o presidente do Imds, Paulo Tafner.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo o Atlas, os n\u00fameros apresentados no mapeamento t\u00eam como base os dados e a metodologia desenvolvidos no artigo acad\u00eamico Intergenerational Mobility in the Land of Inequality (Britto et al., 2025).\u00a0<\/p>\n<p>As estimativas de mobilidade intergeracional de renda foram calculadas utilizando m\u00e9todos contempor\u00e2neos de mensura\u00e7\u00e3o da mobilidade social e dados administrativos da Receita Federal, dos Minist\u00e9rios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social, al\u00e9m de pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O estudo completo pode ser consultado em: https:\/\/atlasmobilidadesocial.org.br\/<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews O Atlas da Mobilidade Social, divulgado nesta sexta-feira (31), mostra que g\u00eanero, ra\u00e7a e origem familiar s\u00e3o os principais condicionantes para a baixa mobilidade social no Brasil. 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