{"id":53886,"date":"2026-08-19T22:53:40","date_gmt":"2026-08-20T01:53:40","guid":{"rendered":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/08\/19\/censo-inedito-ajuda-a-direcionar-politicas-para-populacao-de-rua-da-capital-cgnoticias\/"},"modified":"2026-08-19T22:53:40","modified_gmt":"2026-08-20T01:53:40","slug":"censo-inedito-ajuda-a-direcionar-politicas-para-populacao-de-rua-da-capital-cgnoticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novasdodia.com.br\/index.php\/2026\/08\/19\/censo-inedito-ajuda-a-direcionar-politicas-para-populacao-de-rua-da-capital-cgnoticias\/","title":{"rendered":"Censo in\u00e9dito ajuda a direcionar pol\u00edticas para popula\u00e7\u00e3o de rua da Capital \u2013 CGNot\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Campo Grande tem em torno de 1,4 mil pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de rua atualmente. O dado resulta do Censo in\u00e9dito sobre esta popula\u00e7\u00e3o feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua (GT-PSR), do qual a Prefeitura de Campo Grande faz parte.<\/p>\n<p>Os dados do levantamento foram apresentados nesta quarta-feira (20) pela Secretaria de Assist\u00eancia Social e Cidadania (SAS) e a Defensoria P\u00fablica de Mato Grosso do Sul. Com o censo, foram mapeadas informa\u00e7\u00f5es que auxiliar\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas no desenvolvimento e aperfei\u00e7oamento de a\u00e7\u00f5es de atendimento.<\/p>\n<p>De acordo com a secret\u00e1ria de Assist\u00eancia Social e Cidadania, Camilla Nascimento, o levantamento servir\u00e1 de base para o fortalecimento e a reestrutura\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica da assist\u00eancia social voltada a este p\u00fablico. A secret\u00e1ria ressaltou que o diagn\u00f3stico embasar\u00e1 a revis\u00e3o do Plano Municipal de Assist\u00eancia Social e a implanta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias imediatas, como o novo Centro POP.<\/p>\n<p>\u201cO enfrentamento deste cen\u00e1rio \u00e9 um desafio complexo, que demanda um olhar estrat\u00e9gico e a evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das nossas pol\u00edticas p\u00fablicas. A apresenta\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico populacional representa um marco in\u00e9dito para Campo Grande porque pela primeira vez na hist\u00f3ria do munic\u00edpio, contamos com uma base de dados consolidada, integrada com diversos servi\u00e7os e que ser\u00e1 essencial para fundamentar a revis\u00e3o do nosso Plano Municipal de Assist\u00eancia Social. Este planejamento traz inova\u00e7\u00f5es significativas e metodologias de atendimento mais eficazes, amparadas pela tipifica\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Ainda segundo a secret\u00e1ria, o fortalecimento da rede municipal de atendimento \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua prev\u00ea a inaugura\u00e7\u00e3o do novo Centro POP nas pr\u00f3ximas semanas. A unidade funcionar\u00e1 em um novo espa\u00e7o j\u00e1 utilizado pelas equipes do Servi\u00e7o Especializado em Abordagem Social (Seas) e contar\u00e1 com uma estrutura aprimorada, com mais espa\u00e7o e atividades para este p\u00fablico. \u201c\u00c9 fundamental compreender que as quest\u00f5es relacionadas \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua se resolvem atrav\u00e9s de uma pol\u00edtica p\u00fablica estruturada, evolutiva e intersetorial\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Dados populacionais e perfil apurado<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho de contagem e levantamento do perfil da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua de Campo Grande teve in\u00edcio em setembro do ano passado e foi realizado pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua. Toda a din\u00e2mica foi coordenada pelo N\u00facleo Institucional de Promo\u00e7\u00e3o e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da Defensoria P\u00fablica de Mato Grosso do Sul. A coordenadora do n\u00facleo, defensora p\u00fablica Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, destacou a relev\u00e2ncia pr\u00e1tica dos dados para a gest\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cO relat\u00f3rio j\u00e1 foi encaminhado aos \u00f3rg\u00e3os que trabalham com esses dados para o monitoramento e o acompanhamento das pol\u00edticas aplic\u00e1veis. O documento tamb\u00e9m deve servir de base para que o Poder P\u00fablico elabore pol\u00edticas p\u00fablicas a partir das informa\u00e7\u00f5es levantadas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A primeira etapa do estudo foi realizada via metodologia Point-in-Time Count (PIT) e identificou 1.476 pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, sendo 842 (57%) em vias p\u00fablicas e 634 (43%) em servi\u00e7os de acolhimento. O grupo \u00e9 formado por 1.190 homens (80,6%), 234 mulheres (15,9%) e 52 crian\u00e7as (3,5%). A Regi\u00e3o Urbana do Centro concentrou 40% dos casos (566 pessoas), seguida pelo Anhanduizinho, com 25,6% (363 pessoas).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve registros nas regi\u00f5es Prosa, Lagoa, Segredo, Bandeira e Imbirussu. Outras 60 pessoas foram contabilizadas em uma comunidade terap\u00eautica na \u00e1rea rural do munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Aplica\u00e7\u00e3o de Question\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>A etapa de entrevistas ocorreu no primeiro semestre e ouviu 257 pessoas, sendo que 193 pertenciam ao grupo em rua e 64 estavam acolhidas em equipamentos da SAS ou institui\u00e7\u00f5es parceiras. O estudo revelou predom\u00ednio de homens cisg\u00eanero (76,3%) e pardos (60,3%), com m\u00e9dia de 39,6 anos.<\/p>\n<p>A falta de documentos atinge 46,7% do total e 57,5% dos que vivem estritamente na rua. O estudo registrou ainda 135 inscritos no Cadastro \u00danico, 101 benefici\u00e1rios sociais e 64,6% de casos recorrentes na rua. Na gera\u00e7\u00e3o de renda, predominam os trabalhos informais (94 relatos, com foco em catagem e reciclagem) frente a sete formais. Relatos de viol\u00eancia f\u00edsica atingiram 49,4%. J\u00e1 a viol\u00eancia psicol\u00f3gica ou emocional apareceu em 121 registros, enquanto 56 pessoas relataram viol\u00eancia institucional e 24 informaram viol\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de rua n\u00e3o era uma experi\u00eancia in\u00e9dita para parte dos entrevistados. O relat\u00f3rio aponta recorr\u00eancia em 166 registros, ou 64,6% da base. Al\u00e9m disso, 190 pessoas, 73,9%, informaram permanecer sozinhas.<\/p>\n<p>Entre as necessidades apontadas pelos entrevistados est\u00e3o trabalho e renda, com 110 registros; moradia, com 108; alimenta\u00e7\u00e3o, com 107; sa\u00fade, com 100; documenta\u00e7\u00e3o, com 91; e tratamento para uso de subst\u00e2ncias, com 77. No grupo em rua, a alimenta\u00e7\u00e3o aparece como a necessidade mais citada. Entre as pessoas acolhidas, trabalho, renda e moradia ocupam as primeiras posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O GT-PSR \u00e9 formado pela Defensoria P\u00fablica de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assist\u00eancia Social e dos Direitos Humanos (SEAD), Secretaria-Executiva de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica e Municipalismo (SEGEM), Ag\u00eancia Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assist\u00eancia Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Sa\u00fade (Sesau), Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Mato Grosso do Sul, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e Associa\u00e7\u00e3o \u00c1guia Morena de Redu\u00e7\u00e3o de Danos.<\/p>\n<\/div>\n<p><script async defer async defer src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/sdk.js?ver=1#xfbml=1&amp;version=v3.2\" id=\"prefeitura-campogrande-script-facebook-sdk-js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campo Grande tem em torno de 1,4 mil pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de rua atualmente. 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